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“Comandante Moisés é honesto, equilibrado e representa o novo”

Julio Garcia diz que não se identifica com o jeito de fazer política de Gelson Merisio
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 17/10/2018 - 10:18Atualizado em 17/10/2018 - 15:09
(foto: Clara Floriano/ 4oito)
(foto: Clara Floriano/ 4oito)

Após ficar oitos anos fora da militância política, o deputado estadual eleito Júlio Garcia (PSD) teve vitórias importantes nas eleições 2018.  Ele foi o terceiro deputado com mais votos de todo o Estado e o primeiro de sua coligação. Hoje ele foi entrevistado no Programa Adelor Lessa e falou sobre as mudanças e novidades no processo eleitoral deste ano.

"A sociedade, de um modo geral, está revoltada com tudo que aconteceu na política brasileira. E teria que dar uma resposta e deu. A resposta foi escolher um caminho majoritário. E assim será no dia 28. É a revolta da população com tudo que os políticos fizeram nos últimos anos. Evidentemente que não foram todos os políticos. Mas uma maioria e isso se propagou pelo país. A democracia é boa por isso", esclareceu.

Garcia destacou que a imprensa livre é um dos principais pilares da democracia e foi responsável por propagar tudo que vinha acontecendo no mundo político. Com isso, a sociedade passou a conhecer os bastidores e manifestou-se nas urnas. “A população não quis saber de político tradicional e de campanha conservadora. O que a população disse foi: ‘Tem que mudar de qualquer jeito’. E está aí o vento da mudança soprando”, disse.

O deputado estadual eleito afirma que, a partir do dia 1º de janeiro de 2019, o Brasil será um país diferente, mas que é preciso ter consciência que não será em um ano que as mazelas do país serão consertadas. “Acho que a eleição nacional já está definida. Acho que Bolsonaro será presidente. Agora é preciso que tenhamos consciência que as mudanças não acontecerão de uma hora para outra e nem apenas pela vontade do presidente. Vivemos em um regime democrático, temos a Câmara dos deputados e o Senado da república. Por isso, precisamos que todo s se comportem a favor das mudanças que são necessárias”, afirmou.

Poucos representantes

Apesar de ter um candidato na disputa pelo Governo do Estado no segundo turno, o PSD de Santa Catarina perdeu representatividade nas eleições 2018. Quando questionado sobre isso, Garcia disse: “Pela má condução da direção estadual do partido. O partido foi conduzido de forma autoritária, impôs uma candidatura que não era desejada e o resultado está aí, apesar dos esforços e de toda a estrutura que foi montada. Os resultados não foram aqueles que se esperavam. Essa foi a pior eleição desde a fundação do partido em 1986. Exatamente opor isso, pela falta de bom senso da direção estadual do partido comandada pelo candidato a governador Gelson Merisio”.

Onde foi que errou?

Garcia esclareceu ainda que o maior erro dos dois maiores partidos do Estado, o MDB e o PSD, nas Eleições 2018 foram as candidaturas impostas. Para ele, só a onda Bolsonaro talvez não fosse o suficiente para levar o Comandante Moisés ao segundo turno, mas a fragilidade das candidaturas impostas tiveram grande contribuição para isso.

“A fragilidade fez com que surgisse a terceira via. Houve o desejo de mudança da população. Os partidos não ofereceram nomes palatáveis e surgiu esta terceira via. Não sabemos o resultado das eleições ainda, mas de qualquer forma a grande revelação da eleição é o Comandante Moisés”, esclareceu.

Apoio no segundo turno

O deputado estadual fez sua campanha sem fundo partidário e também sem o apoio do candidato ao Governo pelo PSD, Gelson Merisio. Tanto que não participou do programa eleitoral vinculado em rádio e televisão. “Se disputando a eleição eu já estava desvinculado, imagina agora no segundo turno. Não recebi recursos públicos do partido, embora me foi oferecido eu não quis, não gravei programa de televisão e não coloquei em nenhum momento a propaganda da candidatura a governador do partido. Fiz uma campanha completamente independente e independente eu continuo”, disse.

E completou: “Nós temos agora, no segundo turno, dois candidatos. Posso fazer uma análise das duas candidaturas. Uma é imposta, arrogante e prepotente. Não conversei com o Comandante Moisés e não tenho nenhuma intenção de conversar com ele antes do final da eleição. Não o conheço, mas pesquisei a respeito do Comandante Moisés. O que eu percebo é que é uma pessoa honesta, equilibrada e representa verdadeiramente o novo. E nessa eleição isso é importante. Temos duas candidaturas e dois jeitos completamente diferentes de fazer política. Eu não me identifico com o jeito de fazer política do candidato Gelson Merisio”, revelou.