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Célula neonazista com atuação em SC tinha líder chamado de ‘Führer brasileiro’

Investigação aponta que organização tinha hierarquia, mensalidades e atuava em Cocal do Sul e Jaraguá

Por José Demathé Criciúma, SC, 16/06/2026 - 17:15 Atualizado há quase um minuto
14 suspeitos de intrigarem um grupo neonazista foram denunciados | Foto: Arquivo Gaeco/4oito
14 suspeitos de intrigarem um grupo neonazista foram denunciados | Foto: Arquivo Gaeco/4oito

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Suspeitos de intregar de uma organização criminosa neonazista foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Eles atuavam em Cocal do Sul e Jaraguá do Sul além do de cidade dos estados de São Paulo e Paraná.

Ao todo 14 suspeitos foram denunciados, entre eles, está o chefe do grupo criminoso conhecido pelos integrantes como “Führer brasileiro”, fazendo referencia ao titulo oficial adotado por Adolf Hitler durante o regime nazista na Alemanã. Além do líder, seu braço direito, uma escrivã da Polícia Civil de São Paulo, um Policial Militar paulista e um advogado estão entre os denunciados.

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O grupo foi investigado pela 39ª Promotoria de Justiça e pela 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, por meio da Operação Nuremberg, nome dado em alusão aos julgamentos de Nuremberg, realizados após a Segunda Guerra Mundial.

Investigações resultaram na em buscas e aprensão em 4 estados | Foto: Arquivo Gaeco/4oito

Célula nazista cobrava mensalidades

Após as investigações foi confirmado que os denunciados integrariam um grupo criminoso estruturado, com atuação coordenada voltado à prática de disseminação e promoção de ideologia neonazista e intolerância racial, política, religiosa e sexual.

Parte dos denunciados utilizava perfis falsos e fóruns para a propagação de ideias supremacistas, além de informações da atuação dos acusados em violência física.

A organização criminosa se autodenominavam neonazistas e adotado como símbolo o “Sol Negro”, emblema associado ao nazismo e supremacia ariana, e ao centro a imagem de um fuzil AK-47, que segundo o grupo representava a exaltação da violência.

Denunciados utilizava perfis falsos e fóruns para a propagação de ideias supremacistas | Foto: Arquivo Gaeco/4oito

Também foi identificado uma estrutura hierarquizada, com fichas de ingressos, cobrança de mensalidades e produção de acessórios. As contribuições financeiras eram destinadas para custeio de propaganda e de despesas internas. 

Conforme apurado pela justiça, os criminosos mantinham encontros presenciais regulares, onde era debatido temas relacionados à disseminação da ideologia neonazista e ao recrutamento de novos membros. O grupo também preparava relatórios de indivíduos identificados por eles como potenciais alvos de agressões ou retaliações.   

A Operação Nuremberg  

A Operação Nuremberg foi deflagrada no dia 31 de outubro de 2025 pelo GAECO do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGAECO.

A operação cumpriu simultaneamente 21 mandados de busca e apreensão em quatro estados entre eles, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe, nas cidades de Cocal do Sul/SC, Jaraguá do Sul/SC, São Paulo/SP, Campinas/SP, Taboão da Serra/SP, Osasco/SP, São José dos Pinhais/PR, Curitiba/PR, Araucária/PR e Aracaju/SE.
 

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