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Casarão centenário que abrigou família com 15 filhos será restaurado em SC

Imóvel que abriga o Museu Augusto Casagrande reúne cerca de 1,3 mil peças e terá investimento de R$ 882 mil

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 14/06/2026 - 08:14
Construído em 1920, o imóvel abriga hoje o Museu Histórico Geográfico Augusto Casagrande | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma
Construído em 1920, o imóvel abriga hoje o Museu Histórico Geográfico Augusto Casagrande | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma

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Poucos imóveis guardam tanta história sobre Criciúma quanto o tradicional Casarão do bairro Comerciário. Construída em 1920, a residência foi lar dos imigrantes italianos Augusto Casagrande e Cecília Darós, que criaram no local os 15 filhos do casal.

Mais de um século depois, o prédio que abriga o Museu Histórico Geográfico Augusto Casagrande passará por uma restauração completa. O edital para contratação da empresa responsável pelas obras já foi publicado pela Prefeitura de Criciúma, e a abertura da licitação está marcada para o dia 17 de junho.

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O investimento previsto é de aproximadamente R$ 882 mil e tem como objetivo preservar um dos principais patrimônios históricos do município.

Restauração prevê recuperação estrutural e adequações para acessibilidade | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma

Museu guarda mais de mil peças da história de Criciúma

O projeto prevê uma série de melhorias estruturais para garantir a conservação do imóvel e do acervo.

Entre as intervenções estão:

  • Recuperação do telhado e do assoalho;
  • Adequações sanitárias;
  • Implantação de acessibilidade;
  • Instalação de sistema de climatização;
  • Melhorias no mobiliário interno;
  • Elaboração e execução de projetos arquitetônico e hidrossanitário.

Atualmente, o museu reúne cerca de 1,3 mil itens, entre documentos, fotografias, artefatos indígenas e objetos de uso pessoal e doméstico que ajudam a contar a história de Criciúma e da região.

Investimento estimado em R$ 882 mil busca garantir a conservação do patrimônio histórico | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma

Reforma faz parte de acordo com o Ministério Público

A restauração integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município de Criciúma e o Ministério Público de Santa Catarina.

Além da recuperação do museu, o acordo também prevê o tombamento de outros bens históricos do município, como a Casa do Agente Ferroviário Mário Ghisi, a área interna da Mina de Visitação Octávio Fontana e o Monumento das Etnias.

Segundo a Fundação Cultural de Criciúma, a obra busca garantir melhores condições de preservação do acervo, além de mais segurança, funcionalidade e conforto para os visitantes.

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