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Carlos Moisés fala sobre respiradores durante reunião com a Fecam

Governador não abordou CPI, mas disse que o governo não deixará faltar equipamentos aos municípios
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Florianópolis - SC, 22/05/2020 - 12:52Atualizado em 22/05/2020 - 13:02
Carlos Moisés em vídeo conferência com a Fecam (Foto: Reprodução)
Carlos Moisés em vídeo conferência com a Fecam (Foto: Reprodução)

Nesta sexta-feira, 22, durante reunião com a Fecam para a apresentação do plano de regionalização do combate à Covid-19 em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés (PSL) falou sobre aquisições de respiradores mecânicos pelo Estado. Tema polêmico que transita em CPI na Alesc, devido ao contrato fraudulento com uma empresa carioca, Moisés demonstrou cautela. Tentou tranquilizar os prefeitos e disse que o governo conseguirá destinar os equipamentos para as regiões que necessitarem.

O assunto respiradores foi levantado pelo prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), ao pedir 15 equipamentos para a instalação de novos leitos no município. "Gostaríamos de ter apoio, se nós conseguirmos ter os respiradores do governo do Estado, parece que está chegando uma compra", disse.

Moisés respondeu ao prefeito, evitando aprofundar muito sobre o tema. Limitou-se a dizer que o Estado não deixará faltar equipamentos, mas não detalhou quantas unidades têm disponíveis para distribuir às regiões. "Nós não temos nenhuma garantia desses equipamentos vindos da China, da possibilidade de utilização. Nós temos plano A, plano B e plano C, inclusive com a perspectiva de produção própria aqui em Santa Catarina. O que é importado hoje a gente tem dúvidas se chega, quando chega e o que chega, que possam liberar respiradores adequados", ponderou o governador.

A questão dos respiradores foi avaliada como "complexa" por Moisés. O Estado fez uma compra de 200 unidades com a Veigamed, alvo de operação do Ministério Público, Polícia Civil e Alesc, devido a denúncias de superfaturamento e compra de uma empresa fantasma. A CPI dos Respiradores aponta, ainda, que o governo teria feito uma encomenda de 100 respiradores com a Intelbrás. 

"Seria leviano da minha parte falar qualquer coisa a respeito de respiradores. É como comprar algo em uma caixa fechada que você nem sabe se vai chegar e quando chega, não sabe a adequação do mesmo. Tenham certeza que teremos respiradores adequados à Covid-19", prometeu Moisés.

Em Criciúma, com 50% dos leitos de UTI ocupados, o Hospital São José tem capacidade para ampliação de 40 leitos de UTI. Porém, para a instalação, depende também dos equipamentos do Estado. 

Tags: coronavírus