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Caixa sai, mas orçamento se mantém

Diretor Julio Remor garante que saída de patrocinador máster não altera investimentos do ano
Por Lucas Renan Domingos Criciúma, SC, 25/01/2019 - 08:00Atualizado em 25/01/2019 - 11:08
Foto: Eduardo Pereira/Marketing HB Automotive
Foto: Eduardo Pereira/Marketing HB Automotive

A Caixa Econômica Federal já definiu: não irá mais patrocinar os clubes de futebol em 2019. O assunto vinha sendo discutido desde que Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Jair Bolsonaro, havia ameaçado, na posse do novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, cortar os investimentos. Na quarta-feira, o site O Antagonista, focado em política, confirmou que o banco não iria mais continuar anunciando nos clubes. A decisão afeta diretamente o Criciúma.

Também na última quarta-feira, Bolsonaro se manifestou em seu Twitter sobre o assunto. “O Ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, anunciou o fim do contrato de R$30 milhões/ano com assessoria de imprensa internacional. Além disso, zeramos os custos com propaganda da Caixa e BB neste início de governo e pretendemos encerrar de maneira justa e enxuta”, tuitou o presidente.

Este seria o terceiro ano consecutivo que a Caixa estamparia sua marca no manto do Tigre. O patrocínio rendia ao clube o valor de R$ 1,5 milhão por ano. A pedida do Criciúma neste ano era aumentar para R$ 2,8 milhões. “O superintendente regional do banco disse que os negócios no banco aumentaram com a exposição da marca na camisa do time”, disse o diretor de Operações, Comercial e Marketing do Criciúma, Julio Remor.

Saída impacta no orçamento?

No fim do ano passado, o Conselho Deliberativo do clube havia aprovado o orçamento de R$ 19 milhões, sendo que R$ 13 milhões seria para o futebol nacional. Com a negativa da Caixa, o Tigre fica, momentaneamente, sem o um patrocinador máster. Remor garante que os valores do orçamento não serão revistos.

“Nós não vamos alterar o orçamento que foi planejado para o futebol, para o clube”, destacou. Mas ele sabe reconhece a necessidade da encontrar um novo parceiro. “Ao mesmo tempo, cada dia que passa sem patrocinador máster, isso vai gerando um ônus”, apontou. “É onde o gestor, no caso o presidente Jaime Dal Farra e a GA (Gestão de Ativos, empresa que administra o Criciúma), tem que fazer aportes financeiros mensais. É o que vem acontecendo e isso não foi diferente no ano passado”, emendou.