O bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, comemorou, nesta quinta-feira (26), o aniversário de 74 anos com um café com a imprensa na Cúria Diocesana. Durante o encontro, além da celebração da data, ele abordou o processo de transição no comando da Diocese, que já conta com a presença do bispo coadjutor, Monsenhor Milton Zonta.
Ao completar 75 anos, conforme determina o direito canônico, o bispo apresenta ao Papa o pedido de renúncia ao governo da Diocese. Segundo Dom Jacinto, a nomeação antecipada de um coadjutor tem como objetivo garantir continuidade na condução da Igreja local.
“Para evitar que a Diocese fique vacante, como já aconteceu em outro momento, foi feito o pedido para que viesse um bispo coadjutor. Assim, quando o Papa aceitar o pedido de renúncia, a sucessão acontece de forma automática”, afirmou.
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O Bispo ressaltou que vive o último ano como bispo titular e que o período é conduzido com tranquilidade. “Despedidas não são fáceis, mas fazem parte da vida. Sempre digo que despedidas são como pequenas mortes. Temos trabalhado juntos para que essa transição aconteça com serenidade”, disse.
Processo de transição
O bispo coadjutor, Monsenhor Milton Zonta, participou do encontro e falou sobre o início da missão na Diocese. Natural de Videira e religioso da Congregação dos Salvatorianos, ele afirmou que tem dedicado esse período inicial à escuta e ao conhecimento da realidade regional. “Quando a gente chega a um lugar novo, o primeiro passo é escutar e entender a cultura e a religiosidade do povo. Tudo ainda é novidade para mim, mas estou sendo bem acolhido”, declarou.
Conforme o religioso, o momento é de aprendizado e acompanhamento. “Estou aqui para observar, aprender e contribuir com aquilo que for necessário”, completou.
A mudança oficial no comando da Diocese deve ocorrer quando Dom Jacinto completar 75 anos e o pedido de renúncia for aceito pelo Vaticano. Até lá, ambos seguem atuando de forma conjunta na condução da Diocese de Criciúma.
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