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Bandidos ainda podem estar na região, projeta subcomandante da PM

Pouco mais de 24 horas depois do ataque ao Banco do Brasil em Criciúma, as investigações continuam
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 02/12/2020 - 08:51Atualizado em 02/12/2020 - 08:54
Foto: Guilherme Hahn / 4oito / Especial
Foto: Guilherme Hahn / 4oito / Especial

O assalto a agência central do Banco do Brasil de Criciúma, ocorrido na madrugada desta terça-feira, 1, segue rendendo grandes investigações por parte dos policiais de toda Santa Catarina. Ao longo do dia, ainda poderão ser vistos helicópteros rondando pelos municípios da região, dando suporte aéreo aos militares que continuam em terra, com barreiras e outras ações de investigação.

De acordo com o subcomandante da Polícia Militar de Santa Catarina, Coronel Pontes, a equipe está mobilizada desde as primeiras horas de terça-feira em busca dos criminosos, com as aeronaves no apoio de qualquer atividade suspeita. O crime foi realizado por cerca de 30 pessoas que, em dez carros pretos, fugiram e abandonaram os seus veículos em um milharal na comunidade de Picadão, em Nova Veneza.

Pontes, inclusive, não descarta a possibilidade de que alguns dos criminosos ainda estejam na região. “Qualquer informação que seja pode levar a autoria dos crimes e a localização dos criminosos, que imaginamos que estejam na região ainda aguardando um momento para a fuga”, declarou o coronel.

Um dos pontos do assalto que chamou a atenção dos policiais é justamente uma diferença dentro dos moldes do Novo Cangaço. Isso porque este tipo de operação refere-se à ataques de criminosos fortemente armados, que sitiam cidades pequenas e sem grande efetivo policial, para realizar o assalto - muitas vezes com a presença de reféns. A diferença é que, apesar das características semelhantes, Criciúma é uma cidade de médio porte, com mais de 200 mil habitantes, e com efetivo policial relativamente grande quando comparado às cidades do interior.

“Criciúma é diferente, uma cidade com 200 mil habitantes, com batalhões próximos e uma velocidade de resposta grande. Chama a atenção neste ponto. Estamos trabalhando nisso, o porquê dessa ousadia de cometer um crime de tamanha repercussão em um município que tem estrutura de segurança diferente das outras localidades”, colocou.

O comandante Dimitri, da PM de Criciúma, afirma que desde a deflagração da ocorrência os policiais já estão trabalhando com barreiras e rondas nos municípios da região. A PM, inclusive, avisou as autoridades do Rio Grande do Sul - possível local de fuga dos criminosos. “Entramos em contato com a brigada militar do RS, tanto o batalhão de Operações

Policiais quanto o de Choque fazem operações nas áreas de limite entre os municípios, na região costeira”, pontuou o comandante.

A importância da denúncia 

O coronel Pontes ainda reforça a importância de que os cidadãos que possuem informações ou suspeitas em relação aos criminosos, que alertem as autoridades policiais, através principalmente do 190.

“Essa participação é fundamental. Toda e qualquer movimentação suspeita, de carga transportadas que não são comuns no dia-a-dia, ou de pessoas que não são da comunidade, é importante denunciar. Essas situações podem ser algo qualquer pro cidadão, mas para nós é essencial”, afirmou.