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Baier dispara contra críticas: "peguei o Criciúma no fundo do poço"

Técnico citou os "entendidos da bola", pediu coerência na análise e revelou que teve propostas para deixar o Tigre
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma, SC, 22/07/2021 - 10:41Atualizado em 22/07/2021 - 10:42
Baier em treino antes do jogo contra o Figueirense (Foto: Celso da Luz / Criciúma EC)
Baier em treino antes do jogo contra o Figueirense (Foto: Celso da Luz / Criciúma EC)

A calmaria no trabalho do técnico Paulo Baier encontrou mares mais turbulentos com a sequência de derrotas fora de casa. Na coletiva pré-jogo contra o Figueirense, concedida nesta quinta-feira, Baier disparou contra as críticas. 

Perguntado sobre o desempenho do lateral-direito Alemão, Baier fugiu da sua característica de poucas palavras nas coletivas de imprensa. O treinador falou por mais de cinco minutos, citou que o Tigre estava "no fundo do poço" quando assumiu e mostrou-se descontente com as críticas sofridas na última semana. 

"No último jogo ninguém foi bem e passa por mim também, a gente reconhece, mas tem que ressaltar, só para lembrar: há dois meses, quando cheguei no Criciúma, assumi 14 jogadores. Muitos entendidos da bola falaram que o Criciúma iria cair para a Série D e que se permanecesse na Série C estava bom. Pô, nós estamos no G-4 desde o início. Será que está tão ruim o trabalho?", disparou o técnico. 

Baier citou nominalmente a imprensa ao lembrar da campanha na Copa do Brasil, quando o Tigre avançou às oitavas de final contra o América Mineiro. "Teve comentarista que se emocionou com a passagem na Copa do Brasil, contra time de Série A. Não está ruim, está tudo ótimo, tudo bem, obrigado. O último jogo só que saiu um pouco da linha, mas amanhã vamos voltar a jogar bem, pode ter certeza. Não tenho mágoa, só quero reconhecimento", relatou.

"Falta um pouco de coerência nos comentários. Não é porque perdeu dois que está tudo errado. Quando cheguei, o Criciúma estava no buraco, tinha caído para a segunda divisão do estadual. É fácil assumir quando tudo está encaixadinho, quero ver quando tem que construir. Hoje o Criciúma está com 14 pontos e parece que está em último", continuou o técnico. 

"Principalmente aos que acham que entendem um pouquinho de futebol, sejam coerentes. Só quero o reconhecimento do trabalho. O Criciúma há dois meses estava no fundo do poço. Hoje está no G-4, com 14 pontos e possibilidade de somar 17. A meta era somar 15 pontos"

O técnico citou que teve, inclusive, propostas para sair do Criciúma. "Falaram que o Baier era o melhor treinador. Eu recebi duas propostas para sair e não saí, porque tenho projeto aqui. Não fui eu que falei que era o melhor time, vocês (imprensa) que falaram", lembrou. 

Baier disparou sobre a análise de futebol pautada em resultados. "Hoje o treinador não presta, tem que mandar embora. Os jogadores não prestam, tem que mandar tudo embora. Peraí, há uma semana eram os melhores. Essa coerência tem que ser analisada. Estou aqui para passar para o torcedor a verdade".

O técnico disse que não guarda mágoas e que não estava desabafando, mas novamente criticou as análises externas sobre o momento do Criciúma e falou em dar a volta por cima na Série C. Com os resultados negativos fora de casa, o Tigre caiu da liderança para a quarta colocação no Grupo B, estacionado nos 14 pontos. 

"Perdemos a gordura, sim, mas a gente pode construir de novo. Vamos com calma, colocar a cabeça no lugar. Há uma semana, o Criciúma era o melhor time e vocês, que entendem de bola, falavam que era um dos candidatos a subir", falou Baier. 

O Tigre enfrenta o Figueirense, pela nona rodada da Série C, nesta sexta-feira, às 16h, no estádio Heriberto Hülse.