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Aumento salarial para procuradores pode gerar impeachment de Moisés e Daniela

Notícia foi analisada pelo jornalista político Marcelo Lula, que detalhou o caso
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 13/01/2020 - 18:41Atualizado em 13/01/2020 - 18:48
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governador Carlos Moisés (PSL) corre risco de perder o seu cargo. O jornalista político, Marcelo Lula, foi um dos primeiros a falar sobre o caso. Em comentário feito ao Ponto Final, Lula destacou os problemas que o chefe do poder estadual e sua vice, Daniela Reinehr podem ter pela frente.

“Ele protocolou um pedido de impeachment hoje. Pela manhã eu já adiantava que o aumento concedido poderia caracterizar crime de responsabilidade e durante a tarde fomos surpreendidos. Havia rumores, mas não era uma certeza, porque o governador poderia rever o ato”, analisou Lula. O pedido foi encaminhado ao presidente da Alesc pelo defensor público Ralf Guimarães Zimmer Júnior.

O documento tem 118 páginas. Moisés teria autorizado um aumento no salário dos procuradores, passando de R$ 33 mil para R$ 38 mil. “Somente 171 servidores vão gerar um gasto a mais de R$ 8,5 milhões”, destacou o jornalista. “Tem a redução de impostos, mas esse dinheiro sai dos cofres públicos”, completou Lula.

O jornalista lembrou que esse tipo de processo nunca é bem-vindo e causa desgastes no mandato. “Ele vai precisar começar a dialogar com os outros poderes. É um processo demorado, não é do dia para a noite, o Julio Garcia já encaminhou para a procuradoria, a partir de agora”, citou.

O processo é válido para a vice-governadora também, conforme Lula, qualquer pessoa pode pedir um impeachment, sendo este um protocolo demorado. “Não só do governador, mas também da Daniela Reinehr, que é a governadora em exercício. Isso tem a ver com o aumento salarial, aos procuradores-gerais do estado, um ato que segundo Zimmer Júnior, foi feito de maneira sigilosa”, concluiu.

A posição de Jessé Lopes

O deputado estadual Jessé Lopes (PSL), critico de Carlos Moisés, falou sobre o caso. “Eu ainda não vi o teor dela. Eu não vou fazer uma análise política, colocando a minha divergência com ele na frente. Se passar por uma avaliação que eu esteja, vai ser bem técnica mesma, para dar o meu parecer”, disse o parlamentar.