Após dias de tensão envolvendo salários e risco de greve, o Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, entra em uma nova fase com a mudança de gestão a partir de segunda-feira (1°). No planejamento previsto no edital, consta investimento inicial de R$ 15 milhões.
A administração passa a ser feita pela Irmandade Santa Casa de São Bernardo do Campo (SCSBC), organização social que já atua em 23 unidades de saúde em 14 municípios de São Paulo, além de Florianópolis e Cornélio Procópio (PR).
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O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, afirmou que a mudança representa um novo momento para o hospital, com foco em melhorias estruturais e ampliação da capacidade de atendimento. "Já está consignado no edital R$ 15 milhões iniciais para investimento", informou em entrevista exclusiva à rádio Som Maior.
Entre os principais pontos citados pelo secretário estão melhorias na recepção, reorganização do fluxo de atendimento e a implantação de um aparelho de tomografia.
“Eu tenho uma incomodação muito grande ali com aquela recepção, com o fato de não ter uma tomografia na unidade e a gente ter que estar transferindo as crianças para outra unidade e depois voltando”, desabafou.
Nova gestão prevê aumento de capacidade e de serviços
Segundo Demarchi, o novo contrato também prevê aumento na capacidade de atendimento e ampliação dos serviços oferecidos pelo hospital.
Além disso, o Estado pretende utilizar a estrutura do hospital para ampliar cirurgias voltadas à saúde da mulher. “O governador também me determinou que eu pudesse utilizar o máximo da capacidade instalada do hospital", explicou.
O secretário também explicou que a antiga estrutura da UTI pediátrica poderá ganhar nova utilização dentro do processo de reorganização da unidade. “Sempre tem o que melhorar. A ideia é utilizar aquele espaço também nesse momento, fazer esses fluxos”, comentou.
Risco de greve chega ao fim
O risco greve no Hospital Santa Catarina chegou ao fim. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cléber Cândido, confirmou que houve sinalização do recurso necessário pra garantir o pagamento dos salários e de parte da rescisão dos profissionais do Ideas, atual gestora. Este era o principal motivo da mobilização.
A decisão, garantida pela Justiça com apoio do secretário de saúde do estado, deu um alívio para a classe, que confirmou a continuidade e retorno da normalidade dos trabalhos.
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