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Anvisa determina apreensão de lote falsificado do medicamento Mounjaro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro

Por Matheus Adan Criciúma, SC, 30/07/2026 - 18:05 Atualizado há quase um minuto
Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e aprova novas canetas/ Foto: Polícia Federal/ Divulgação:4oito
Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e aprova novas canetas/ Foto: Polícia Federal/ Divulgação:4oito

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De acordo com a Anvisa, a própria fabricante do medicamento, a empresa Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado produtos com o número de lote D881474, considerado legítimo e registrado no sistema, mas com o número de série 302199651396, classificado como incompatível e, portanto, falsificado. Diante da constatação, a agência determinou que todas as canetas do Mounjaro que apresentem essa combinação de lote e número de série sejam apreendidas imediatamente.

Em nota, a Anvisa reforçou a orientação para que consumidores e profissionais de saúde adquiram medicamentos apenas em farmácias regularizadas, sempre em embalagens completas e mediante emissão de nota fiscal.

A Agência ressaltou ainda que sua atuação se limita à análise da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos/ Divulgação: 4oito

Além disso, o órgão orienta que, caso haja suspeita de falsificação, o medicamento não deve ser utilizado. A recomendação é que o consumidor entre em contato com a empresa responsável pelo registro do produto para confirmar a autenticidade da unidade.

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos popularmente conhecido como “canetas emagrecedoras”, utilizado principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e que também ganhou destaque pelos efeitos na perda de peso.

Anvisa aprova cinco novas canetas à base de semaglutida

No mesmo dia, a Anvisa também aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença. Os produtos também podem contribuir para a perda de peso e serão utilizados como complemento à dieta e à prática de atividades físicas, especialmente quando a metformina não pode ser utilizada devido à intolerância ou contraindicações.

Os medicamentos aprovados são Owozy, da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.; Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.; Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.; Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Segundo a Agência, todos os produtos foram registrados por comparação com o Ozempic e utilizam semaglutida produzida por via sintética. O princípio ativo é um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e aumentar a sensação de saciedade.

A Anvisa destacou que esta é a maior aprovação já realizada para medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. O aumento dos pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas da semaglutida, produzidas em laboratório desde 2022. Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade e do diabetes protocolados na Agência são de produtos sintéticos.

A Agência ressaltou ainda que sua atuação se limita à análise da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos antes da autorização para comercialização, não participando da venda ou distribuição desses produtos.

Alerta para golpes e medicamentos sem registro

A Anvisa também chamou a atenção para golpes que utilizam o nome da instituição para anunciar a venda de canetas emagrecedoras pela internet. Segundo o órgão, essas ofertas são falsas e devem ser denunciadas por meio da plataforma Fala.BR.

Outro alerta envolve a Retatrutida, medicamento em desenvolvimento pela farmacêutica Eli Lilly. De acordo com a Agência, o produto ainda está em fase de pesquisa clínica, não foi aprovado para uso em nenhum país e sequer teve pedido de registro apresentado no Brasil ou em qualquer outra agência reguladora internacional.

Apesar disso, a Retatrutida vem sendo anunciada ilegalmente em sites e redes sociais. A recomendação é para que a população não adquira medicamentos de origem desconhecida, já que o consumo de produtos sem registro representa riscos à saúde e pode expor os usuários a substâncias sem controle de qualidade.

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