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Amrec gerou mais de 1,6 mil empregos em março

Número é inferior ao apresentado em fevereiro. São mais de 4,4 mil no acumulado do ano
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 28/04/2021 - 15:32Atualizado em 28/04/2021 - 17:35
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), geraram 1.604 novas vagas de trabalho ao longo de março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira, 28. O número é 189 menor que o desempenho de fevereiro, quando as 12 cidades juntas oportunizaram 1.793 novas oportunidades de trabalho.

Criciúma e Içara continuam na ponta com 944 e 219, respectivamente. Depois, quem aparece no ranking de maior geração de vagas no terceiro mês do ano é Urussanga, com 100; Morro da Fumaça, com 98 e Nova Veneza, com 82. “Criciúma corresponde a quase metade de todas as vagas criadas na região. É importante destacar também que o maior saldo (1.217) veio do setor de serviços, justamente um dos mais afetados pelas restrições impostas às atividades econômicas. A leitura desses números nos leva a acreditar em uma recuperação mais efetiva desse setor”, analisa o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin.

Diferente de fevereiro, quando nenhum município da Região Carbonífera apresentou saldo negativo, em março Siderópolis terminou no vermelho com -16. Depois, com menor geração está Treviso, com apenas uma nova vaga; Balneário Rincão, com duas e Lauro Müller, com 18.

Geração de emprego em março na Amrec:

 

Criciúma: 944
Içara: 219
Urussanga: 100
Morro da Fumaça: 98
Nova Veneza: 82
Forquilhinha: 55
Cocal do Sul: 53
Orleans: 48
Lauro Müller: 18
Balneário Rincão: 2
Treviso: 1
Siderópolis: -16

 

*Fonte: Caged

Acumulado do ano

No acumulado do ano, a Amrec gerou 4.429 postos de trabalho, sendo que 2.194 foram em Criciúma e 662 em Içara. Morro da Fumaça aparece na sequência, com 353 novas vagas nos três primeiros meses de 2021. Quem menos gerou foi a menor cidade da Região Carbonífera, Treviso, com 11 vagas.

Geração de empregos no acumulado do ano:

 

Criciúma: 2.194
Içara: 662

Morro da Fumaça: 353

Forquilhinha: 279

Urussanga: 238
Nova Veneza: 227
Orleans: 185

Siderópolis: 163
Cocal do Sul: 128
Balneário Rincão: 90
Lauro Müller: 43
Treviso: 11

 

*Fonte: Caged

 

No estado

Santa Catarina registrou uma ampliação de 86,8 mil postos formais de trabalho no primeiro trimestre de 2021. O resultado é o maior saldo de empregos para os três primeiros meses do ano em toda a série histórica, iniciada em 2004. 

O estado abriu 20.729 vagas formais de trabalho em março, resultado de 125.425 admissões e 104.696 demissões. Esse é o terceiro melhor desempenho do país em volume de carteiras assinadas, atrás apenas de São Paulo (+50.940) e Minas Gerais (+35.592).

“Santa Catarina é um estado diferenciado. Esse resultado é reflexo desse povo empreendedor, resiliente e que contribui para o desenvolvimento econômico. Estamos trabalhando pela retomada das atividades, para que nossa economia continue a crescer”, destaca a governadora Daniela Reinehr.

O saldo de empregos em março em Santa Catarina também representa um avanço significativo em relação ao mesmo mês do ano passado, que apresentou fechamento de 7.039 vagas.

“É importante olhar para trás e considerar a importância da reação do Estado diante da pandemia, que assola a economia e a saúde mundial. Em março de 2020, iniciávamos um dos nossos maiores desafios. Neste sentido, o emprego é e será nosso alicerce, no fortalecimento da retomada no pós pandemia. Santa Catarina reage e os números atestam nossa força produtiva”, destaca o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon.

No primeiro trimestre deste ano, Santa Catarina ampliou em 4,03% o estoque de trabalhadores com carteira assinada, o maior crescimento relativo dentre as Unidades da Federação e bem acima da média nacional, cuja expansão foi de 2,13%.

Quando se trata dos últimos 12 meses, em termos relativos, Santa Catarina ampliou em 4,42% o estoque de trabalhadores com carteira assinada, apresentando um saldo de 75.233 carteiras assinadas.

No país

O Brasil gerou 184.140 postos de trabalho em março deste ano, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada. O resultado foi comemorado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele acredita que, com a vacinação da população contra covid-19, o país está retomando o crescimento econômico sustentável, com destaque para o setor de serviços.

“Ao contrário da primeira onda [da pandemia de covid-19] que nos atingiu no ano passado e destruiu 276 mil empregos em março, a nossa reação à segunda onda, agora, foi a criação de 184 mil novos empregos no setor formal. E o grande destaque é o setor que tinha sido mais golpeado durante toda a pandemia, o setor de serviços, com praticamente a metade, 95 mil empregos formais. O último setor da economia que estava no chão se levantou”, disse, durante coletiva virtual para divulgar os dados.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.200.042, em março, o que representa uma variação de 1,46% em relação ao mês anterior.

No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.