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“Alguns municípios não conseguirão quitar nem quatro folhas de pagamento”, diz presidente da Amesc

Previsão é devido à crise gerada pelo coronavírus na região
Por Marciano Bortolin Araranguá, SC, 31/03/2020 - 16:59Atualizado em 31/03/2020 - 17:21

Não é somente a questão saúde que preocupa os prefeitos com a proliferação do coronavírus (Covid-19). Mesmo que a maioria concorde com a prorrogação da quarentena por parte do Governo Estadual, a preocupação com a economia e na manutenção das contas passou a preocupar há alguns dias e estratégias são buscadas para que a população não sinta impactos negativos. 

O presidente da Associação dos Municípios do Extremo Sul de Santa Catarina (Amesc), o prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva (PP), diz que um dos problemas pode ser a folha de pagamento. “Na maioria dos municípios, a maior folha é da educação e se não vir o recurso do Fundeb, por exemplo, muitos não conseguirão quitar nem quatro folhas de pagamento. Se os municípios tiverem que bancar todo o valor, ficará complicado”, enfatiza.

Outra preocupação é com a manutenção das empresas que geram riqueza para a cidades. “Os 15 prefeitos da Amesc concordam com a prorrogação da quarentena por mais sete dias, pois precisamos primeiro acabar com essa crise na saúde. A situação é terrível. O que os municípios têm a receber do Estado e do Governo Federal, se não vir, complica”, fala.

 Responsável pelo movimento econômico da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Ailson Piva ressaltou em entrevista ao Programa 60 Minutos da Rádio Som Maior que municípios que já têm problemas econômicos, vão se agravar ainda mais e confirmou o possível problema com a folha de pagamento. “Os que já têm déficit, que não conseguem pagar a folha, ano passado já ocorreu isso, este ano é uma tendência que ocorra com muito mais municípios. Vai haver uma dificuldade bastante grande em conseguir pagar a folha de pagamento", adverte.

Preservar vidas, trabalho e folha de pagamento

O prefeito da Amrec, prefeito de Treviso, Jaimir Comin, acrescenta que ainda não é possível mensurar o tamanho da queda econômica, mas que é preciso, no momento, preservar as vidas. “Vai ter uma queda no ICMS, pois as empresas não estão faturando. Mesmo assim, temos algumas trabalhando em forma de revezamento, outras fechadas porque têm mercado em São Paulo. Podermos ter impacto na folha de pagamento no próximo mês, mas precisamos preservar todas as coisas: vida, trabalho e folha de pagamento”, ressalta.

O presidente da Amesc, diz que a cidade que ele comanda, Balneário Gaivota, não sofrerá com o andamento das obras, mas outras poderão sofrer impactos. “As obras em andamento são com financiamentos do Estado e da União que têm os recursos garantidos, mas aqueles municípios que estão tentando estes recursos serão prejudicados”, destaca.

“A situação da saúde é grave, mas a econômica dos municípios é muito preocupante"

Para orientar os gestores, diversas reuniões estão ocorrendo. Em uma delas, na manhã desta terça-feira, na Amrec, secretários de Administração reconheceram dificuldades para manter serviços próprios de água e esgoto. "Estava em reunião com os secretários de Administração da Amrec, uma preocupação deles, aqueles que têm Samae, vai haver um corte do pagamento de água do pessoal que não consegue pagar, mas as despesas do Samae vão continuar. Você acaba não tendo recursos para injetar no Samae, você é obrigado a tratar água para distribuir", cita como exemplo.
Piva também participou de vídeo conferência com prefeitos do Extremo Sul para buscar estratégias para os municípios. "A situação econômica dos municípios é bastante preocupante. A principal preocupação é a vida humana, o bem maior, mas a preocupação e

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