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Eleições 2020

Administrar com conselhos comunitários, a principal proposta de Professor Ederson

Candidato do PSTU foi o quinto entrevistado do Programa Adelor Lessa
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 15/10/2020 - 08:25Atualizado em 15/10/2020 - 10:36
Fotos: Luana Mazzuchello/4oito
Fotos: Luana Mazzuchello/4oito

O candidato a prefeito de Criciúma, Professor Ederson da Silva (PSTU), foi o quinto a conceder entrevista ao jornalista Adelor Lessa, na Rádio Som Maior. Da esquerda, ele ressaltou o projeto de governo que tem como principal foco administrar através de conselhos comunitários. “O nosso programa para Criciúma é emergencial porque não se tem como prometer mundos e fundos sem antes pensar que estamos vivendo um momento atípico. As principais notícias que receberão cortes na educação, na saúde, mas o nosso programa chama a população através de conselhos para fazer a gestão com a gente. Não é verdade que o professor não tem condições de discutir para onde vai a verba da educação e que o trabalhador da saúde não te condições de discutir para onde vai a verba da saúde”, salientou.

Ederson ainda criticou os candidatos que fazem muitas promessas. “Estão prometendo mundos e fundos, mas vamos sofrer uma grande crise no futuro. Precisamos nos unir para gerenciar os nossos recursos porque 100% dos recursos públicos precisam ser geridos pela maioria e não pela minoria. O Brasil é uma jovem democracia onde a população fez diversos tipos de experiência. Tivemos a experiência de 16 anos que se dizia ser de esquerda, mas era uma frente popular. Hoje uma experiência que se diz de extrema direita. Até hoje o que fizeram foi governar para quem realmente tem dinheiro, hoje para chegar na frente da casa do trabalhador, chegamos lá, colocamos o nosso programa e ele tem total acordo com o nosso programa. A população discute política, sim, mas está muito indignada”, falou.

Esta é a segunda experiência de Ederson como candidato. Ele concorreu como vice-governador nas eleições de 2018. “Participei de uma chapa histórica em Santa Catarina, onde a principal figura era uma mulher indígena com um vice negro. A gente ficou feliz com a experiência que agregou muito na nossa vida”, lembrou.

Ele ainda aproveitou o 15 de outubro, Dia dos Professores para falar de educação. “O atual presidente da República quer tirar verba do Fundeb e pedir para um deputado da nossa região que fique quieto que não sabe a real situação. O prefeito quer voltar com as aulas no dia 19, mas não sabe a real situação dos professores. Minhas colegas em casa fazendo tarefa dobrada, dando aulas e cuidando dos filhos”, relatou.

Não representado pelo PT

Perguntado sobre a relação com o PT, o candidato deixou claro que o partido dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff não o representa. “Nem um pouco representado pelo PT. Primeiro porque vimos como foi o governo do PT. O dito partido de esquerda está em algumas cidades do país com o PSL, o PDT era líder do PSL em SC e tem conciliação com outros governos que atacam os trabalhadores. A gente não recebe dinheiro de empresário. Outro partido que se diz de esquerda, mas está perto do PT é o PSOL. A gente trabalha de trabalhadores para trabalhadores. Hoje tem o sentimento anti-petismo, o sentimento anti-bolsonarismo. Vai mudar é a maioria começar a dirigir esta minoria que comanda o nosso país. Hoje quem realmente emprega são os pequenos empresários. O pequeno empresário que é o que mais emprega está fechando, ele precisa ser chamado para discutir, mas não é chamado. É inverdade quando dizem que as grandes empresas colocam este país para a frente, mas são os pequenos”, enfatizou.

Ações prioritárias

Professor Ederson apontou que a sua primeira ação como prefeito, caso eleito, seria voltado à saúde. “As pesquisas demostram que a população cansada de como vem sendo tratada a saúde. O primeiro objetivo é tratar a saúde da cidade. Faço um desafio aos meus concorrentes: a primeira coisa é equiparar o meu salário aos dos professores. Os vereadores também tem que ser chamados a isso e depois formar os conselhos para arrumar a cidade. Para cada setor, na saúde, desde a pessoa da limpeza até o médico da alta complexidade”, citou.

Ele também comentou sobre a utilização dos recursos públicos. “Sobra muito pouco porque não é de hoje os gestores estão terceirizando os principais trabalhos da prefeitura. O primeiro ato que nós faríamos seria a criação de uma empresa pública para fazer as obras como escola, postos de saúde para isso gerar emprego e  renda e mexer com a economia do município. Tem muito grande empresário que precisa ser taxado, ver quem está devendo para o município”, enfatizou.

Tratada por praticamente todos os candidatos a prefeito de Criciúma, a mobilidade também foi com,entada por Professor Ederson. “Antes de ser atropelada  a pessoa que sai no fim de semana, e deixo aqui a minha solidariedade para as famílias, morreu muito trabalhador na Avenida Centenário. Não estamos aqui para fizer que sabemos de todos os assuntos, mas queremos contar com todas as pessoas para gerenciar Criciúma da melhor maneira”, ressalta.

Sem horário de rádio e TV, por não ter representação na Câmara Federal, o candidato destacou a campanha feita via redes sociais e conversas com a população. “Partido como o nosso não ter tempo de TV e rádio, já estamos acostumados com o pouco espaço, mas dificulta o nosso trabalho, mas temos uma equipe muito boa, trabalhamos nas redes sociais que tem dado resultado. Muitas pessoas nos procurando com sugestões. Saímos às ruas, conversamos diretamente com as pessoas”, comentou.

Ouça a entrevista na íntegra: