Um acordo entre Prefeitura de Criciúma e o consórcio CriBus afastou a possibilidade de greve do trasporte coletivo. A negociação aconteceu durante reunião na tarde desta sexta-feira (17), que contou com a participação do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), CriBus e a Prefeitura de Criciúma.
O Consórcio CriBus recebeu a garantia de que terá um alívio com o valor a ser pago pelo governo municipal. O repasse será efetivada na próxima segunda-feira (20), no valor de R$ 525 mil.
LEIA MAIS:
- Agência Reguladora confirma déficit de R$ 15 milhões no transporte coletivo em cidade de SC
- Transporte coletivo de Criciúma volta ao centro do debate nesta sexta
- Dívida da Prefeitura de Criciúma com empresas do transporte coletivo pode chegar a R$ 30 milhões
- O que explica o déficit milionário alegado pelas empresas do transporte coletivo de Criciúma
Recurso será usado para pagar vale-alimentação dos funcionários
O valor é referente ao subsídio do mês de abril, que será realocado para o pagamento do vale-alimentação dos 500 funcionários. A medida busca resolver o problema de forma temporária, até a conclusão do novo processo de Revisão Tarifária Extraordinária instaurado pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agir).
“Enquanto o acordo oficial não sai, essa alternativa vai ajudar na continuidade do transporte público da cidade. Até que o novo relatório da Agir seja concluído, vamos resolvendo dessa forma até tudo ficar acordado”, afirma o advogado do Consórcio CriBus, Anderson Nazário.
As novas informações devem ficar prontas entre 30 e 45 dias. Após isso, uma nova reunião será realizada com o objetivo de definir uma decisão final.
“O prefeito se comprometeu que, daqui para frente, vai cuidar desse assunto pessoalmente e que, na próxima reunião, quando já tivermos os resultados da Agir, teremos uma decisão”, explica o advogado.
Déficit milionário é tema de reunião extraordinária do transporte coletivo
O Consórcio CriBus, responsável pela operação do transporte coletivo em Criciúma, acumula um déficit de R$ 15,6 milhões, de acordo com relatório apresentado pela Agência Intermunicipal de Regulação de Serviços Públicos (Agir). O montante foi detalhado na manhã desta sexta-feira (17), durante reunião extraordinária do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC), convocada pelo próprio consórcio.
Na semana passada, integrantes do CMTC questionaram divergências nos valores relacionados às pendências financeiras. No encontro anterior, realizado em 7 de abril, a Agir havia se comprometido a apresentar, em até cinco dias, uma simulação atualizada do déficit.
Relatório técnico reforça discussão sobre equilíbrio financeiro do sistema
Uma simulação apresentada e apresentou o Valor Presente Líquido em abril de 2025 é de -R$ 15.627.875,94. Com isso, o resultado foi obtido a partir da planilha de Fluxo de Caixa Descontado (FCD), utilizada na Revisão Tarifária Periódica (RTP).
O documento ressalta que a simulação tem caráter apenas ilustrativo, limitada ao que foi acordado na reunião e às premissas já definidas na RTP, não representando a apuração de valores devidos nem o reconhecimento de eventual desequilíbrio econômico-financeiro no momento.
Empresas pedem aumento de subsídio para manter transporte
De cordo com o consultor do CriBus, Ronaldo Gilberto de Oliveira, as empresas operam no vermelho e alegam não ter mais condições de manter o serviço no formato atual. Como alternativa para reequilibrar as contas, defendem a ampliação do subsídio mensal repassado pela Prefeitura em contrapartida ao congelamento da tarifa.
Em fevereiro, o prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola, informou que a tarifa do transporte coletivo não teria reajuste, inclusive sem reposição inflacionária. O valor foi mantido em R$ 5,25, com base em parecer técnico da Agir.
“Para que o sistema funcione naturalmente, é necessário R$ 1,5 milhão de subsídios. E a empresa recebe só R$ 500 mil”, afirmou Ronaldo.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!