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Aberto o Congresso Conservador em Criciúma: "xingar não é homofobia", afirma Jessé Lopes

Palestra de inauguração contou com os parlamentares Carlos Jordy e Jessé Lopes
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 28/11/2019 - 20:22Atualizado em 29/11/2019 - 08:02

É realizado na noite desta quinta-feira, 28, o 1º Congresso Conservador - Liberdade e Democracia, em Criciúma. O evento é organizado pela Coalizão Conservadora e conta com palestras de políticos como Jessé Lopes (PSL), jornalistas, o filósofo Olavo de Carvalho e o assessor do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins. O congresso acontece no auditório Ruy Hülse, na Unesc.

O congresso será realizado na sexta-feira em Florianópolis, onde, segundo a organização, os ingressos esgotaram. Em Criciúma, ao contrário, o auditório da Unesc não chegou a lotar. O preço para a entrada era de R$ 50, com meia entrada a R$ 25.

O painel de inauguração foi com o deputado estadual Jessé Lopes e o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ). Eles falaram sobre os desafios de ser um parlamentar conservador no Brasil.

“A população brasileira é conservadora e isso pode ser visto na urna. O brasileiro estava cansado do politicamente correto e das políticas de esquerda. É um conservadorismo cultural e não político”, apresentou-se Carlos Jordy. Na avaliação do deputado, as bandeiras progressistas não contemplam o sentimento da sociedade brasileria.

“O casamento homossexual é uma invenção dos globalistas que destrói uma instituição sagrada anterior ao Estado. Mesmo eleitos, percebemos que é muito difícil lutar contra uma mídia globalista. Tem lá uma propaganda de um menino vestido de menina, mas a população não apoia isso, é só ver os deslikes no YouTube. Só que o capital deles é muito forte”, pontuou.

Jessé Lopes também tocou na bandeira da homossexualidade e relembrou um episódio recente, em que fez uma postagem contra uma escola em Joinville que "ensinava masturbação aos alunos".

“No parlamento de Santa Catarina não tem tanto radicalismo de esquerda. Meus combates geralmente são extra assembleia, por rede social ou situações que a gente encontra. Fiz denúncia de uma escola em Joinville que tava ensinando masturbação e veio viado de tudo que é canto do Brasil para me xingar. Respondi à altura e estou agora na comissão de ética. Homofobia seria eu não sentar ao lado de alguém porque essa pessoa é gay, xingar não é, é no máximo uma ofensa”, afirmou Jessé.

Em sua fala, Jessé também explicou como entrou em contato com o Bolsonarismo. "Eu não gostava de política porque não achava ninguém que me representasse. Conheci o Bolsonaro por um vídeo. Em 2013 surgiu um movimento mais forte, gerava debate e muitas vezes eu sentia que me faltava argumentos para defende-lo. Eu tinha interesse em formar um grupo de estudos para juntos a gente conseguir formular respostas. Por isso surgiu o Coalizão Conservadora”.

Carlos Moisés

O governador foi lembrado já na primeira fala do deputado Jessé Lopes. Acusado de romper com a ideologia do clã bolsonarista, que sairá do PSL para a formação do Aliança Pelo Brasil, Carlos Moisés é desafeto público de Jessé Lopes; os dois travam briga ferrenha dentro do PSL.

"Começou o mandato e ele começou a colocar pessoas de partidos de esquerda no governo. Antes do mandato eu já tava incomodando ele, porque tinha fotos de caras do Partido Verde e do PT. Ele ficou chateado comigo, disse que eu estava expondo-o. Depois ele assinou cartinha da Onu, foto com MST e cartilha LGBT", atacou Jessé, quando perguntado se Moisés era um dos "traíras" do movimento bolsonarista. "Ele nunca parabenizou ou defendeu  o Bolsonaro. O tempo inteiro comparou covardemente o crescimento de Santa Catarina com o restante do Brasil", disparou o deputado. 

O evento

Marcado inicialmente para as 19h, a abertura começou apenas às 19h30, devido a atrasos de voos de alguns palestrantes. A palestra inaugural foi mediada por Alexander Brasil e os paineis seguem pela noite. O encerramento será com uma vídeo conferência de Olavo de Carvalho, falando sobre o Foro de São Paulo.

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