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A polêmica da sessão extraordinária

Archimedes Naspolini FIlho comenta sobre a urgência dos projetos da sessão
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma, SC, 23/12/2019 - 09:51Atualizado em 23/12/2019 - 10:07

O prefeito de Criciúma Clésio Salvaro convocou para esta segunda-feira, 23, uma sessão extraordinária que está dando o que falar por entre os vereadores da Câmara. Isto porque quatro vereadores de oposição estão alegando que a sessão convocada não contaria com projetos de urgência para discussão, o que não justificaria a extraordinária. 29 projetos estarão em pauta durante o momento, entre eles a votação para a Reforma da Previdência. 

Para Archimedes Naspolini Filho, a extraordinária se mostrou como uma ação do prefeito para terminar o ano como “o cara da polêmica”, para “subir ao pódio da discussão e ser o cara do fim de ano”. 

“A lei orgânica diz que estando a Câmara em recesso, o prefeito poderá convocá-la por um período extraordinário de sessões, a fim de que a pauta que ele indicar seja analisada. Só que a leitura dos projetos encaminhados conclui-se que não há nada de extraordinário, nenhum deles exige discussão para viger nos próximos, se aprovada”, destacou Archimedes.

Um dos assuntos que será analisado e votado durante a sessão é a reforma da lei da Previdência Municipal - a qual, segundo Archimedes, não pode ser realizada às pressas. Para o comentarista, a votação de uma reforma como esta demanda tempo para ser examinada, nas devidas condições técnicas e com audiências públicas - e não em uma única sessão de final de ano. 

“O prefeito sabe como poucos que o atropelo pode resultar em coisas mal feitas, ele está seguro de que, exatamente pela exiguidade do tempo, os vereadores poderão votar gato por lebre, e é isto que ele quer”, concluiu Archimedes.