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A homenagem da Som Maior e do 4oito ao Tigre campeão (VÍDEO)

Há exatos 29 anos, na noite de 2 de junho de 1991, o Criciúma comemorava o maior título da sua história
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 02/06/2020 - 19:30Atualizado em 02/06/2020 - 19:36
O campeão Luiz Felipe Scolari em 1991, treinando o Criciúma no Heriberto Hülse / Reprodução
O campeão Luiz Felipe Scolari em 1991, treinando o Criciúma no Heriberto Hülse / Reprodução

"Foi uma história, uma conquista, uma bela conquista". Assim o presidente do Criciúma campeão da Copa do Brasil em 1991 resumiu o sentimento daquela noite de domingo, 2 de junho. Moacir Fernandes era o comandante de um time que apostava em um técnico iniciante, Luiz Felipe Scolari, que depois ganharia o Brasil e o Mundo. E apostava em um time caseiro, montado em Santa Catarina, sem contratações milionárias nem salários vultosos.

É para lembrar essa conquista que a Rádio Som Maior e o 4oito elencaram depoimentos históricos e imagens de grandes momentos daquela epopeia para recordar os 29 anos da estrela mais brilhante na camisa tricolor, a principal taça já conquistada por um clube em Santa Catarina.

Confira também, no vídeo abaixo, o relato da conquista de 1991 com depoimentos de jogadores da época como Roberto Cavalo, Itá, Wilson, Altair, Vanderlei e Vilmar, além do narrador Mário Lima e resgate de narrações de Clésio Búrigo, na RCE TV, que transmitiu aquele Criciúma 0 x 0 Grêmio na decisão da Copa do Brasil. Assista:

Moacir e as lembranças

"Naquela época era tudo diferente. Bem diferente. Tanto no setor técnico, em campo, como também era diferente que você não recebia nada", recordou Moacir Fernandes, em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta terça-feira, 2. "Nós ganhamos Série C, Série B, Copa do Brasil e não ganhamos um centavo. Disputamos Libertadores e não ganhamos um centavo da Conmebol", afirmou.

O dirigente lembra das dificuldades para manter as contas em dia naquele Criciúma do início dos anos 90. "Tivemos que nos virar, o financeiro era o Luiz Gabriel Zanette, o coitado teve que se virar. Quando ia fazer um jogo fora, ficava dois, três dias ou até uma semana, tinha que ser tudo por nossa conta", detalhou. "O Luiz, na época, se virava para a gente ter dinheiro para viajar, comprar as passagens", emendou.

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Conquistada a Copa do Brasil, o desafio era representar o Brasil na Taça Libertadores da América de 1992, e não poderia fazer feio. E não fez. O Criciúma jogou no Brasil, na Bolívia, no Peru e, no fim das contas, foi o quinto colocado. Acabou eliminado pelo campeão São Paulo. "A viagem da Bolívia nós alugamos o avião e compartilhamos as passagens com o pessoal que foi para pagar a passagem dos jogadores. Na época teve uma bronca, eu só liberei a passagem do vice de futebol, e numa dessas todo mundo queria ir. Acabou que quase todos os vices foram, eu só liberei do Amilton Guidi, que viajou por conta do clube", comentou o então presidente.

Mesmo com as dificuldades, foi possível ganhar o Brasil com uma campanha impecável, fazer boa figura na Libertadores e colocar para sempre, na história do Criciúma, campanhas inesquecíveis. "Era, cada um procurava ajudar de uma maneira. Felizmente todas as diretorias que formamos tinham credibilidade, somavam. Às vezes tinha o chá de cadeira, normal, tinha que esperar uma hora, duas horas, mas no fim eles atendiam e nos ajudavam", completou Moacir.

Ouça a entrevista do ex-presidente no podcast: