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A crise depois da crise: empresários avaliam economia para além do coronavírus

Dirigentes e empreendedores pedem medidas mais claras para diminuição do impacto econômico por parte do governo
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 24/03/2020 - 09:07Atualizado em 24/03/2020 - 09:09
Foto: Banco de Imagens
Foto: Banco de Imagens

Os decretos municipais, estaduais e federais de suspensão de atividades industriais e comerciais como prevenção ao novo coronavírus, a fim de manter as pessoas em casa e evitar a propagação deste, é necessária, mas certamente terá os seus impactos. Sendo uma das únicas maneiras efetivas de prevenção até agora, a reclusão e a paralisação de empresas, promete trazer efeitos significativos ao país - principalmente na economia.

Com isso, empresários e autoridades cobram dos governos em seus mais diferentes níveis de Estado medidas que, além de prevenir o contágio do vírus, visem diminuir os impactos na economia do país. A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), por exemplo, conta com uma frente parlamentar em defesa do setor produtivo.

A frente pede uma série de atitudes do governo, como o parcelamento e adiamento dos tributos, diminuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS), suspensão ou adiamento de cobranças como o IPTU e, também, a extensão de alvarás por mais um ano às empresas. “A crise vai passar uma hora e precisamos ter uma economia para que as pessoas continuem a viver”, pontuou o deputado estadual Bruno Souza.

O diretor da Plasson, Frank Hobold, empresa criciumense responsável pela fabricação de equipamentos e acessórios para o setor de produção alimentícia, ressalta que no momento só conseguimos nos preocupar com que está acontecendo agora, sem possibilidade de projeções. “Hoje é impossível você projetar qualquer coisa pro futuro. Para mim a média prazo é pensar no que vamos fazer hoje a tarde, e a longo prazo é o que vamos fazer amanhã”, destacou.

Frank destaca a dificuldade que está sendo manter a produção em um momento como esse, em que as indústrias podem funcionar, mas com redução de 50% de funcionários. As medidas de prevenção determinadas pelo governador, de acordo com o diretor da Plasson, são essenciais e estão sendo bem aplicadas, mas que acabarão por implicar em problemas futuros.  

“A a roda não pode parar de girar, ela pode girar mais devagar mas não parar de girar, porque lá na frente, para fazer girar novamente, vai custar muito caro e vai ser muito difícil.  A economia como um todo é o que movimenta o mundo”, comentou Frank.

Um dos setores comerciais que devem ser mais afetados com essa suspensão de atividades é o gastronômico. Um dos membros da Via Gastronômica, Joster de Favero, avalia que um dos últimos setores econômicos a se recuperarem será o gastronômico.”Hoje a gente não consegue ter uma visão correta dos cenários futuros, mas a indicação é de que a reclusão familiar implicará na contenção de despesas e gastos não essenciais, uma atônita para os próximos 180 dias, talvez 360”, afirmou.

Para Joster, diferente da Secretaria e do Ministério da Saúde, faltam medidas mais claras e concretas por parte da Secretaria da Fazenda, a fim de definir ações definitivas de diminuição dos impactos econômicos.
 

Tags: coronavírus