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A batalha de chef Fogaça pela comida caseira

Sem sal na mesa, com foco no acolhedor e na memória afetiva dos bons pratos, ele deu seu recado em Nova Veneza e Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano Nova Veneza, SC, 23/08/2019 - 06:25Atualizado em 23/08/2019 - 06:26
Henrique Fogaça conheceu a gôndola em Nova Veneza na tarde passada / Divulgação
Henrique Fogaça conheceu a gôndola em Nova Veneza na tarde passada / Divulgação

Os dois últimos dias foram intensos para quem curte a boa mesa na região. A passagem do chef Henrique Fogaça, para eventos na Unesc e em Nova Veneza, mobilizaram aqueles que focam na gastronomia. A aula show da noite desta quinta-feira, lotada e realizada no Palazzo Delle Acque para celebrar os 40 anos da Rede Bistek, foi uma exposição da trajetória vitoriosa do chef que tornou-se conhecido nacionalmente como jurado do Masterchef Brasil.

Ao almoçar em um dos restaurantes de Nova Veneza ontem, Fogaça conheceu a fortaia, saboreou galinha com polenta e fascinou-se pelo que experimentou. "Fui muito bem recepcionado. Tive a primeira experiência com a gastronomia daqui, comida acolhedora, gostosa, caseira, algo que eu luto dentro da gastronomia, por esse tipo de comida, que seja para compartilhar, agregar e somar, sempre", afirmou, em entrevista exclusiva à Rádio Som Maior.

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Fogaça vê no cardápio que conheceu em Nova Veneza uma relação afetiva com a boa mesa, ao sabor da comida caseira que faz da cidade a Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana. "A comida caseira é aquela de raiz, da vó, da mãe, do dia a dia. Eu acho que os restaurantes que estão aparecendo, os chefs tem que ter um pé nessa memória afetiva gastronômica", apontou. "Minha comida é assim também", garantiu.

Nova Veneza vem cada vez mais se vocacionando para uma relação íntima entre gastronomia e turismo. Esse aspecto foi levantado também na agenda de quarta-feira à noite, quando Fogaça foi à Unesc conhecer o curso de Gastronomia que a Universidade está oferecendo. E o chef confirmou: fartura e dividendos com os turistas estão de mãos dadas. "Muito, está ligado, turismo e gastronomia. Sempre que viajo eu procuro planilhar os restaurantes e locais turísticos. Turismo e gastronomia é que nem unha e cutícula", destacou.

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O chef demonstrou simpatia às políticas que os governos vêm adotando de fomentar alimentação saudável. Ele próprio exerce uma cultura em seus restaurantes que colaboram para isso. Nas casas do chef Fogaça, não há saleiro nas mesas. "O caminho está abrindo várias portas. As pessoas estão ficando mais atentas a uma gastronomia saudável. Eu como chef não ponho sal na mesa. O cliente não põe sal, azeite ou pimenta, isso tem que vir na medida certa no prato", arrematou.

Confira no podcast a entrevista completa do chef Fogaça ao programa Ponto Final.