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Comitê consultivo do FDA rejeita revacinação com terceira dose para todos os norte-americanos

Por Renato Matos 20/09/2021 - 07:59Atualizado em 20/09/2021 - 08:00

A estratégia do governo Biden, que pretendia iniciar imediatamente a aplicação de uma terceira dose de vacinas para todos os norte-americanos que haviam sido totalmente vacinados há 8 meses, foi rejeitada por um painel de especialistas convocados pelo FDA, que é equivalente à nossa ANVISA.
O placar da votação não deixa dúvidas sobre o posicionamento atual dos membros do comitê: “16 a 2” contra um reforço da Pfizer para pessoas com 16 anos ou mais, sem comorbidades.
"Não está claro que todos precisam ser revacinados, além de um subconjunto da população que claramente estaria em alto risco para doenças graves", disse o Dr. Michael G. Kurilla, membro do comitê e funcionário do Instituto Nacional de Saúde.

Dr. Paul A. Offit, um dos membros do comitê e diretor do Centro de Educação de Vacinas do Hospital Infantil da Filadélfia, questionou se doses extras fariam muito para mudar o curso da pandemia. "Todos concordamos que, se realmente queremos impactar essa pandemia, precisamos vacinar os não vacinados", disse ele.
No entanto, o painel votou por unanimidade a favor da revacinação de idosos, imunossuprimidos ou outros com alto risco de formas graves da Covid.
Os membros do Comitê salientaram também a importância de revacinação dos profissionais de saúde, socorristas e outros trabalhadores mais expostos a Covid.
A FDA tem a palavra final sobre aprovações de vacinas e, embora não seja obrigada a seguir as recomendações do comitê, normalmente o faz.
A reunião "colocou a FDA de volta no banco do motorista", disse a Dra. Luciana Borio, ex-cientista-chefe da agência. O painel de especialistas, disse ela, "foi autorizado a manter sua independência científica. Ele entendeu que havia limitações significativas com os dados apresentados e que a FDA precisa rever os dados cuidadosamente antes de tomar uma decisão."


Adolescentes

Enquanto os norte-americanos discutem se estaria na hora de revacinar com uma dose adicional toda a sua população – os adolescentes, inclusive – aqui tivemos, na semana passada, a infeliz declaração do cardiologista e atual ministro da saúde, Marcelo Cartaxo Queiroga, que ao invés de se desculpar por não ter vacinas suficientes, levantou dúvidas sobre a segurança da vacina da Pfizer em adolescentes.
Sua fala trouxe imediatos protestos de diversas entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e a Sociedade Brasileira de Imunizações.
Técnicos da ANVISA, órgão máximo na certificação das vacinas, que já haviam aprovado as vacinas da Pfizer para uso de adolescentes em 12 de junho de 2021, levantaram a possibilidade de renúncia caso a posição do ministro não seja revista.
Frente à escassez de vacinas em nosso país, a prioridade de doses adicionais, aqui considerada a dose de reforço, deve ser dada a grupos com maior risco de complicações - como idosos e imunodeprimidos - e maior exposição ao vírus nos seus locais de trabalho, como os profissionais de saúde, seguindo, logicamente, suas faixas etárias.
Mas logo que tenhamos doses suficientes, que vacinemos o mais rapidamente possível nossos adolescentes. 
E, quando aprovadas – já existem estudos avançados - nossas crianças.
Só assim poderemos quebrar a corrente de contágios que nos devolverá a uma vida mais normal..

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