Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
4
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito

A “quarentena” de Queiroga e a sua próxima viagem

Por Dr. Renato Matos 04/10/2021 - 07:42Atualizado em 04/10/2021 - 07:43

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi diagnosticado com a Covid no dia 21 de setembro, quando estava em Nova York com a comitiva presidencial.
E, por que, segundo o noticiário, o ministro não pode viajar de volta para o Brasil?
Primeiro, lembrar que o ministro não está cumprindo quarentena, como habitualmente é dito.  
Quarentena é a regra que se aplica a pessoas que tiveram contato próximo e sem medidas adequadas de segurança com alguma pessoa infectada – tradicionalmente de 14 dias, mas já com outros protocolos mais curtos.

Como infectado, o ministro precisa cumprir os dias de isolamento: 10 para casos leves, como parece ser o seu caso.
O problema é que para entrar em aviões comerciais, dependendo da regra do país de destino, é necessário que se apresente um teste negativo de PCR para o SARS-CoV 2, realizado 72 horas antes do embarque.
Séries de literatura mostram que 9,5% dos pacientes permanecem com PCR positivo 30 dias depois do teste inicial e, em alguns casos, a positividade chega a alcançar 3 meses – ou talvez um pouco mais.
Dentro dos conhecimentos atuais, depois de 3 meses, a possibilidade de reinfecção deve ser fortemente considerada.

O PCR para Covid, teste altamente sensível, detecta a presença do material genético do vírus nas secreções respiratórias, mas nada diz a respeito da sua viabilidade – podem ser apenas restos de vírus mortos.
Se o país de destino – ou de retorno – exigir o PCR com antecedência ao embarque, será muito difícil explicar na companhia aérea que aquele é um positivo “residual”.
E caso você se infecte durante a viagem, mesmo assintomático, vai ter que ficar de molho, como o ministro.

Considere esses riscos quando estiver planejando sua próxima viagem.

4oito

Deixe seu comentário