A derrota para o Atlético-GO, em Goiânia, foi um choque de realidade. Provocou muitas reações. Nos bastidores, o resultado colocou em discussão a permanência do técnico Eduardo Baptista no comando da equipe.
O diretor de futebol, Eder Cittadin, que estava em Goiânia, foi visto por diversas vezes falando ao telefone celular de uma forma contundente. Gesticulando muito.
Informações apuradas indicam que a possibilidade de uma mudança na comissão técnica chegou a ser considerada pela direção após a partida. A situação, no entanto, tomou outro rumo dentro do vestiário.
Líderes do elenco teriam tomado a palavra após o jogo e assumido a responsabilidade pelo desempenho da equipe. Na avaliação dos jogadores, a derrota não deveria ser colocada exclusivamente na conta do treinador.
A postura dos atletas acabou sendo determinante para a permanência de Eduardo Baptista. O elenco teria feito uma espécie de blindagem ao comandante, sinalizando à direção que o grupo ainda está fechado com o trabalho desenvolvido pela comissão técnica.
Diante desse movimento, a direção mudou de posição e decidiu não promover a troca neste momento.
Foi dado um voto de confiança a Eduardo Baptista.
Mais do que isso: jogadores e treinador teriam estabelecido um pacto para tentar reagir na sequência da competição.
O cenário, porém, está longe de ser confortável para o treinador.
O próximo compromisso do Criciúma, contra o Operário, passa a ser tratado como fundamental. Um novo resultado negativo poderá recolocar a permanência de Eduardo Baptista em discussão e, desta vez, uma mudança na comissão técnica não está descartada.
O episódio mostra que a situação do treinador ganhou um componente novo: Eduardo Baptista permanece, neste momento, respaldado principalmente pela confiança demonstrada pelos próprios jogadores.
Agora, o pacto firmado no vestiário terá que aparecer dentro de campo. E o jogo contra o Operário será o primeiro grande teste dessa união.
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