O Criciúma voltou a empatar fora de casa, desta vez contra o Operário, em Ponta Grossa. O resultado, mais uma vez, reflete os números e nos últimos 04 jogos eles preocupam.
Em mais uma atuação burocrática da equipe carvoeira, o Tigre fez um primeiro tempo moroso, sem intensidade, pouca criatividade e baixa força ofensiva. O time de Eduardo Baptista vem se tornando uma equipe previsível, de uma nota só, algo que venho alertando há algumas rodadas. E essa limitação vem reduzindo as armas que o Criciúma possui para disputar uma Série B tão equilibrada.
Os últimos quatro jogos mostram uma repetição clara de padrão: um time passivo, lento, e acomodado com a entrega técnica apresentada dentro de campo. É necessário provocar uma reação no vestiário. Atletas, comissão técnica e liderança precisam elevar o nível de entrega, performance e qualidade de futebol.
O modelo com três zagueiros já é uma assinatura do treinador. Não se discute mais. É o padrão estabelecido e precisa ser respeitado. Mas Eduardo Baptista, como comandante experiente, precisa apresentar alternativas táticas e variações de peças dentro do sistema. Caso contrário, a equipe ficará cada vez mais refém dos cruzamentos e da bola parada de Otero.
Também cresce a preocupação do torcedor com algumas escolhas. Exemplos claros aparecem em Marcinho atuando pela ala direita, mesmo sendo um lateral de características mais tradicionais de linha de quatro, e Diego Gonçalves, atleta de muita entrega, mas que ainda apresenta baixa produtividade ofensiva para justificar sequência entre os titulares.
Agora vem o clássico na Ressacada. E clássico tem peso, pressão e cobrança.
O Avaí vai fazer sua parte. O Criciúma precisa voltar a fazer a dele.
Avante, Tigrão.
Alex Maranhão
Esporte e Negócios
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