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Quando a conheci era a Fucri

Por Adelor Lessa Edição 28/01/2022
Foto: Arquivo/4oito
Foto: Arquivo/4oito

Minha relação com a Unesc começou como acadêmico.
Ela era Fucri (Fundação Educacional de Criciúma), tinha apenas 1 mil alunos e meia dúzia de cursos.
Uma estrutura física relativamente simples.

Foi a Fucri quem me trouxe para Criciúma, vindo de Araranguá, onde nasci.

Conheci grandes gestores da universidade.
Professor Alfredo Veiga Neto, por exemplo. Um intelectual, visionário, que prendia a atenção de todos cada vez que começava a falar.
Nunca falava na onda daquele dia. Estava sempre anos e anos à frente.

Conheci o professor Rodeval Aves, que foi do primeiro time, um apaixonado pela Fucri.

Convivi com pessoas inesquecíveis, como o Valmiré Veiga e a Enedir Meller, que faziam da Fucri a sua vida.
E tantos e tantos outros. 

Tive professores que marcaram para a vida. Como Leonora Petri, Edson Rodrigues, Norberto Zaniboni, Antônio Milioli, Nivaldo Goulart.

Na Fucri, participei ativamente do movimento estudantil, na defesa por redução das mensalidades, melhores condições de ensino e autonomia da universidade.
Na época, a Fucri era vinculada à prefeitura e diretamente ao gabinete do prefeito.
O prefeito nomeava o diretor.
Era inevitável a relação política e dependente.
A universidade precisa romper as amarras para crescer. 
 
A defesa da autonomia se espalhou, ganhou corpo e seguiu depois que me desliguei da Fucri.
De fora, acompanhei os movimentos que se seguiram.
E aplaudi, comemorei efusivamente, o processo de transformação em universidade.
Porque era evidente que estava sendo aberta a porta para o crescimento. 

Hoje a Unesc reúne em torno de 12 mil pessoas, entre acadêmicos, professores e servidores.
Está consolidada.
  
Outras fundações educacional que seguiram o modelo antigo, vinculadas às prefeituras, com interferência política, acabaram pagando caro. Foram à lona, inclusive.

Hoje a Unesc é a única universidade comunitária do sul do estado.
Não é um negócio. Não é uma empresa que vende conteúdo e dá diploma.

A Unesc não tem dono, não tem vínculo nenhum. 
Os seus dirigentes são eleitos, pelo voto direto e universal.
Cada cabeça vale um voto. Processo inédito no país.

100% da receita gerada pela Unesc é aplicada na Unesc. 
É feito investimento pesado em pesquisa.

Diariamente, a Unesc garante uma infinidade de serviços gratuitos às pessoas.
Desde as clínicas, até a assessoria no direito. Mais ou menos duas dezenas de programas e projetos.

Além da graduação. 
E cursos de pós, mestrado, doutorado, especializações muitas.

Na pandemia, a Unesc deixou evidente mais uma vez a sua importância, e porque é diferente, sob o comando da professora reitora Luciene Ceretta, uma guerreira, obstinada, determinada, focada.
A propósito, Ceretta fez a universidade ainda maior, e mais sólida.

A “nossa universidade” chegou aos 53 anos.
Eu a conheci quanto tinha apenas 9 anos. E estabeleceu-se uma relação que se mantêm viva e forte.
Fui testemunha das suas empreitadas. As dificuldades superadas. As pedras que colocaram no seu caminho que tiveram que ser retiradas.
Muitas vezes, por motivações políticas, ou interesses menores, tentaram atacar a Unesc. Mas, os que fizeram, ficaram falando sozinho. E morderam a língua.

A Unesc é hoje uma das principais marcas da cidade e região.
Tem prestado serviço importantíssimo.
Conseguiu se fazer respeitar. Foi reconhecida.

Artigo publicado em junho de 2021, articulista em férias 

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