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Zema vai cortar palácios, aviões e ficará sem salário

Governador eleito de Minas Gerais concedeu entrevista exclusiva a Som Maior
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 08/11/2018 - 08:49Atualizado em 08/11/2018 - 09:02
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Estreando na política, Romeu Zema (NOVO) foi eleito governador de Minas Gerais com quase 72% dos votos. Em entrevista exclusiva ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, o eleito destacou que pretende cortar gastos públicos do estado, assim como desburocratizar alguns setores importantes da economia local.

“Governador não mora em palácio, quem mora em palácio é a rainha da Inglaterra. Eu quero acabar com isso, de que o governador tem que viver como uma majestade. Tem uma força aérea para o governador, pretendo acabar com isso, se precisar urgente eu vou de taxi aéreo”, afirmou.

Zema pretende começar estas mudanças, porém, sabe que não conseguirá mudar tudo. “Não sei se vocês sabem, mas, Minas Gerais é um estado que está falido. Com essas medidas vamos cortar milhões de reais por mês. Ou vou receber meu salário apenas quando as contas estiverem em dia. O capitão tem que ser o último a abandonar o navio, e nós temos visto na classe política que o capitão tem sido o primeiro a abandonar”, garantiu.

Previdência Social

“Nós somos totalmente favoráveis a reforma da previdência. Nossos avós viviam em média 65 anos e se aposentavam com 50. Agora vivemos até 85 anos e continuamos nos aposentando com 50. É muito bom ter essa sobrevida de 20 anos, então trabalhar por sete anos a mais não vai matar ninguém, até ajuda a valorizar a vida”, disse o governador eleito de Minas Gerais.

Desburocratizar

Segundo Zema, em Minas Gerais é mais fácil vender queijo para fora do estado do que para dentro. “O que nós queremos fazer em Minas, é em vez de fazer um estado inimigo de quem quer trabalhar, fazer um estado amigo. Minas Gerais tem a carga tributária mais longa do Brasil, disparado em relação a outros estados. Além disso, uma licença ambiental leva entre sete e dez anos, então há aqui um excesso de burocracia que tem afugentado empresas”, contou.

Confira a entrevista na íntegra: