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Zé Augusto, o legado de um estadista

Para o jornalista Nei Manique, o ex-prefeito hoje falecido foi um aglutinador
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 08/08/2019 - 19:07Atualizado em 08/08/2019 - 19:21
Reprodução
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"Ele foi pioneiro". A lembrança que o jornalista Nei Manique atribuiu a José Augusto Hülse em entrevista ao programa Ponto Final nesta quinta-feira, 8, na Rádio Som Maior, resume um dos legados do ex-prefeito recém falecido.

Essa memória, em particular, dizia respeito ao trabalho de Zé Augusto em qualificar a saúde trazendo médicos jovens para atuar nos bairros. "E eram médicos que vieram com o espírito de trabalhar, e não de bater ponto. Foram morar nos bairros para atender às populações carentes", recorda.

Nei Manique produziu um documentário lançado em março e que contou a história do governo de Zé Augusto, entre 1983 e 88. "Lembrei disso, que tínhamos que guardar essa história enquanto estavam todos aí. Daí fizemos a partir do fim do ano passado", destaca. "Nomes como o médico Orasil Pina, que foi secretário de Saúde e implantou esse Mais Médicos de Criciúma. E o ex-secretário Édson Rodrigues, que depois foi reitor da Unesc, algumas das pessoas que colaboraram conosco nessa produção", enfatiza.

A capacidade aglutinadora de Zé Augusto foi sublinhada pelo jornalista. "Vários assessores, de várias tendências. Esse espírito aglutinador e que desfez diferenças sempre foi uma marca dele. Pense em um prefeito que assume e chama o mais fanático eleitor do Bolsonaro e o mais fanático eleitor do Lula para o seu secretariado. Zé Augusto fez isso", conta. "Ele deixa um legado de um estadista. Nesses meus 40 anos de jornalismo, não conheci ninguém igual a ele, nem antes, nem depois", conclui.

Abaixo, o documentário com a trajetória do governo de José Augusto Hülse: