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Volta na Alesc é marcada por protestos contra possível reforma da previdência

Durante fala de abertura do presidente da casa, Júlio Garcia, servidores manifestaram-se pedindo a retirada da pauta na Assembleia
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Florianópolis - SC, 04/02/2020 - 19:11Atualizado em 04/02/2020 - 19:13
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O retorno na Alesc foi movimentado em Florianópolis. As forças sindicais estiveram presentes para marcar o posicionamento contrário aos dois projetos que podem entrar em discussão na Assembleia, referentes à aposentadoria dos servidores públicos do Estado e dos municípios.

Durante a fala de abertura do deputado Júlio Garcia (PSD), presidente da Alesc, os servidores manifestaram-se. "A reforma da previdência aportou nesta casa ao apagar das luzes no ano legislativo de 2019. De forma unânime, os deputados decidiram que a reforma não tramitaria em prazo curto, que era o que restava naquele momento. Decidimos iniciar essa tarefa no mês de fevereiro",  iniciou o deputado Júlio Garcia.

Ele foi interrompido pelos gritos de "retira, retira" dos servidores, pedindo para que os projetos não sejam votados."E quando os 40 deputados tomaram essa decisão, foi em respeito a todos vocês, que são as pessoas que devem debater e discutir. O parlamento é a caixa de ressonância da sociedade, é aqui que vamos discutir a reforma e o projeto", continuou Garcia.

O presidente do Sindicato dos trabalhadores do serviço público estadual de Santa Catarina (Sintespe), Antônio Batistti, falou à reportagem do Portal 4oito sobre os objetivos dos servidores em relação ao tema. 

"A posição do sindicato é de que os deputados não votem e devolvam o projeto do governador. Que se aguarde uma definição melhor do que for votado na Pec paralela na Câmara dos Deputados", disse, referindo-se ao projeto que tramita na Câmara dos Deputados, que estenderia aos estados a reforma previdenciária nacional. 

"O governador pode estar sacrificando os servidores do estado de uma forma antecipada. Não há regra de transição. É a quinta reforma que o servidor de Santa Catarina passa desde 2000 e a cada vez ele tem que trabalhar mais", acrescentou Batistti.

Na quarta-feira, os representantes sindicais estarão na Alesc a partir das 9h para dialogar com os partidos para explicar os prejuízos que serão causados aos servidores.