Ter o intestino preso é mais comum do que se imagina e algumas atitudes aparentemente inofensivas podem comprometer o funcionamento intestinal e dificultar a regularidade.
De acordo com a nutricionista Maria Cristina Gonçalves de Souza, a falta de hidratação e o baixo consumo de fibras estão entre os principais fatores que prejudicam o intestino.
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O consumo excessivo de alimentos refinados, como açúcar branco, pão branco, macarrão e arroz branco, também contribui para a constipação. Além disso, determinados medicamentos podem deixar o intestino mais lento.
“O conjunto desses hábitos compromete o funcionamento intestinal”, explica.
A especialista reforça que pequenas mudanças na rotina podem trazer resultados significativos. Ajustar a alimentação, melhorar a qualidade do sono e controlar o estresse são medidas que fazem diferença.
O que ajuda o intestino a funcionar melhor
Entre as principais orientações estão:
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Manter uma dieta rica em fibras;
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Consumir cereais integrais;
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Comer frutas, preferencialmente cruas e com casca;
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Incluir verduras e vegetais crus na alimentação;
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Aumentar a ingestão de água;
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Priorizar alimentos ricos em magnésio, como folhas verdes e grãos integrais;
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Manter boa qualidade de sono;
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Controlar o estresse.
Alimentos que contribuem para a regularidade intestinal
Alguns grupos alimentares ajudam a melhorar o trânsito intestinal:
Ricos em fibras
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Saladas cruas;
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Frutas com casca e bagaço;
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Cereais integrais;
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Aveia;
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Farelo (rico em fibra insolúvel).
Sementes
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Gergelim;
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Girassol;
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Abóbora;
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Linhaça;
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Chia.
Com leve efeito laxativo
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Ameixa preta;
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Kefir (rico em probióticos);
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Iogurte natural com probióticos.
O kefir, segundo a nutricionista, é especialmente interessante por auxiliar no equilíbrio da flora intestinal.
Gorduras boas
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Azeite de oliva, preferencialmente nas saladas;
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Nozes;
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Abacate.
Quando procurar ajuda médica
Se a constipação for leve e recente, geralmente associada à baixa ingestão de água e fibras, o quadro pode ser revertido com mudanças na alimentação e nos hábitos diários.
No entanto, se o problema persistir mesmo com uma rotina adequada, é importante procurar um gastroenterologista. “Em casos mais graves, é necessário avaliar possível intolerância alimentar, investigar alguma patologia ou verificar se algum medicamento pode estar interferindo”, orienta a nutricionista.
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