Com a chegada do verão, período de sol mais intenso e atividades ao ar livre, cuidar da pele se torna mais importante do que nunca. A radiação ultravioleta (UV) aumenta nesta época do ano e está diretamente associada a danos que vão do envelhecimento precoce ao câncer de pele.
De acordo com o oncologista dermatológico Dr. Rafael Schmerling, do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas, a exposição ao sol danifica o DNA das células da pele, favorecendo mutações que podem evoluir para tumores.
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A exposição contínua ao longo da vida está ligada aos carcinomas, enquanto queimaduras solares intensas na infância e adolescência elevam o risco de melanoma na fase adulta.
Pessoas de pele clara são mais vulneráveis, mas o risco atinge todos os tipos de pele. Mesmo em dias nublados, a radiação UV permanece alta, o que torna essencial o uso diário de protetor solar, hábito ainda negligenciado por grande parte da população.
Rotinas comuns do verão, como caminhadas, deslocamentos a pé ou de moto e trabalhos ao ar livre, aumentam a exposição solar. A recomendação é usar roupas adequadas, chapéu, óculos escuros e protetor solar, além de evitar o sol entre 9h e 16h, quando a radiação é mais intensa.
Feridas que não cicatrizam, nódulos na pele e pintas que mudam de cor, tamanho ou formato são sinais de alerta e devem ser avaliados por um dermatologista. O acompanhamento médico e o autoexame ajudam no diagnóstico precoce e reduzem os riscos.
No verão, a orientação é reforçar a prevenção: proteção diária, atenção aos sinais da pele e acompanhamento médico são fundamentais para manter a saúde em dia.