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Vampiro afirma que Moisés poderia ter evitado pedido de impeachment

Cotado para ser o líder governista na Alesc, deputado estadual lamentou postura do governador de determinar aumento aos procuradores por processo administrativo
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 14/01/2020 - 10:42Atualizado em 14/01/2020 - 11:49
Alinhados politicamente, Minotto, Vampiro e Moisés anunciaram juntos obras na Jacob Westrup, em Forquilhinha, em novembro do ano passado (Foto: Maurício Vieira / Secom)
Alinhados politicamente, Minotto, Vampiro e Moisés anunciaram juntos obras na Jacob Westrup, em Forquilhinha, em novembro do ano passado (Foto: Maurício Vieira / Secom)

Deputados estaduais do Sul catarinense, integrantes da chamada bancada de apoio de Carlos Moisés, responderam com cautela ao pedido de impeachment contra o governador e a vice, Daniela Reinehr. Luiz Fernando Vampiro (MDB), cotado para ser o líder governista na Alesc, afirmou não ver motivos para o impedimento, mas disse que esse processo poderia ter sido evitado pelo governo.

“Não vejo, a princípio, motivos para impeachment. Agora, isso poderia ter sido evitado. O governo teve a oportunidade de fazer uma regularização, através de lei ordinária na reforma administrativa, e tomou o encaminhamento de fazer por processo administrativo (sobre o aumento do salário dos procuradores públicos)”, disse Vampiro.

O pedido de impeachment partiu do defensor público Ralf Guimarães Zimmer Junior. No texto, o proponente afirma que o aumento dado pelo governador aos procuradores, de R$ 33 mil para R$ 38 mil, configuraria um crime de responsabilidade do governo. 

“Todos os setores articulam junto à casa. Isso imputa pelo menos uma insatisfação de outras categorias. Havia a informação do governo de que reajustes seriam discutidas apenas em 2020, por isso foi feito o veto na reforma administrativa. Estou analisando para ver os pontos cruciais dessa solicitação, mas não vejo nenhum fato causador de impeachment", acrescentou Vampiro sobre o tema.

O governo do Estado emitiu uma nota de defesa. Afirma que não houve incoerência entre o veto do governador, em junho, ao texto referente à reforma administrativa, e o aumento concedido atráves de decreto, em outubro. Também destaca que não há qualquer inconstitucionalidade e de que o aumento tem respaldo jurídico.

Outro deputado que integra a base de apoio a Moisés, Rodrigo Minotto (PDT), foi mais evasivo sobre o processo. Ele disse ainda não ter conhecimento sobre os detalhes do processo e que só irá se manifestar após o retorno do recesso parlamentar. Minotto também não quis falar sobre o movimento na Alesc, se será favorável ou contra o pedido encaminhado pelo procurador. "Quem tem que responder pelo governo é o líder na Assembleia”, limitou-se a dizer.

Para Vampiro, que pode ser o futuro líder governista, inclusive já com o aval do MDB, calcula que, politicamente, esse pedido já gera prejuízos. “Um pedido dessa natureza, com ampla divulgação, não há dúvidas que já há o desgaste. Isso era totalmente desnecessário. Acredito que não vá prosperar, mas já há um prejuízo político”, concluiu.