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“Vai ser a campanha do tostão contra o milhão”, diz Marina Silva

Presidenciável afirma que é possível vencer as eleições sem “montanha de dinheiro e marqueteiro mentiroso”
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 20/07/2018 - 09:39Atualizado em 20/07/2018 - 09:58
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

A pré-candidata à Presidência da república, Marina Silva, estava ontem em Florianópolis, capital de Santa Catarina, cumprindo agenda. Ela foi entrevistada pela jornalista da Rádio Som Maior FM e Jornal A Tribuna, Franciele Oliveira, e falou sobre possíveis alianças, sobre o ex-presidente Lula e também sobre sua “vaquinha virtual”.

“Nossa principal coligação, no plano nacional, é com a população brasileira. Nesse momento, nós estamos vendo os arranjos e conchavos com os mesmos. Não dá para acreditar que aqueles que criaram o problema, agora vão resolvê-lo. Estou vendo que já estão querendo substituir a população pelo ‘centrão’. O ‘centrão’ consegue tornar refém todo e qualquer governo que chega ao Palácio do Planalto. Chegou a hora de dar um basta naqueles que acham que são donos do país. E a população deve assumir a prerrogativa constitucional de que todo o poder emana do povo e o dia 7 de outubro é o dia do povo usar a caneta para demitir àqueles que levaram o país para o fundo do poço, sob a pena de irmos para um poço sem fundo”, disse.

A pré-candidata afirmou que está dialogando com partidos e com movimentos da sociedade civil. “Estamos dispostos a fazer o maior arco de aliança já visto na história do país. Vamos fazer uma aliança com 200 milhões de brasileiros para mostrar que o PT, o PMDB, o PSDB, o DEM e seus satélites, que levaram o Brasil por fundo do poço, não são a solução. O povo vai ter que tomar a prerrogativa da mudança”, afirmou.

Marina afirma que o tempo de televisão será levado em consideração, mas não será  motivo para fazer alianças incoerentes. “Não é o tempo de televisão que podem determinar os caminhos de uma nação. Nós só temos oito segundos e isso foi bem pensado. Essa mudança no processo eleitoral foi para deixar a sociedade de fora. Para que ela não ouse mudar. Para que só tenha como alternativa votar nos mesmos. Mas eu continuo acreditando que 200 milhões de brasileiros são maiores que oito segundos”, esclareceu.

A presidenciável deu a entender que ainda não tem candidato a vice definido, mas há possibilidade de alianças com partidos que tem identidade programática, concordam com o combate a corrupção, com investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.

“Se não for possível uma aliança, temos boas alternativas dentro de casa. Temos o deputado Miro Teixeira, o economista Ricardo Paes de barros e o atual presidente do Flamengo, Bandeira de Mello”, afirmou.

Lula

O ex-presidente Lula ainda é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, mas o cenário ainda é incerto. “Estamos dialogando com cidadãos brasileiros, temos respeito aos eleitores que indicam seu voto para esta ou aquela possibilidade de candidatura. Não acredito que se vá ter dois pesos e duas medidas. A Lei da Ficha Limpa diz que quem é condenado em segunda instância não pode ser candidato e o Brasil não pode mudar as leis em função de quem está sendo julgado”, explicou.

Crowdfunding

Recentemente a pré-candidata lançou um site para arrecadar doações para a sua campanha por meio de crowdfunding, popularmente conhecida como "vaquinha virtual". Só no primeiro dia, Marina arrecadou mais de R$ 30 mil.

“A legislação eleitoral tem uma inovação que eu considero boa, que é não ter empresas para o financiamento de campanhas. E uma das modalidades é a doação de pessoas físicas. E nós estamos fazendo isso num processo aberto transparente. Cada pessoa que doa para a nossa campanha o nome automaticamente aparece. Estamos mobilizando a sociedade vai ser a campanha do tostão contra o milhão. Vamos mostrar que é possível ganhar uma eleição sem precisar de montanha de dinheiro e sem marqueteiro mentiroso como o João Santana pago a peso de ouro com o dinheiro da Petrobrás, dos fundos de pensão, de belo Monte e da Caixa Econômica”, alfinetou.