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Tratamento inédito de AVC é realizado no Hospital São José

Paciente sofreu um AVC e ,com o tratamento, foi possível que se revertesse os sintomas
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 28/10/2019 - 10:24Atualizado em 28/10/2019 - 10:30
foto: divulgação Hospital São José
foto: divulgação Hospital São José

O procedimento chamado de Trombectomia Mecânica Intracraniana consiste em um tratamento realizado de maneira minimamente invasiva através da técnica endovascular.  A partir da punção de uma artéria na virilha conseguiu-se chegar até o cérebro e desobstruir a artéria doente.

A paciente em questão, uma mulher de 43 anos, chegou ao hospital após sofrer um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico  (AVCi), estava com metade do corpo paralisado. Logo que chegou ao hospital, a equipe especializada no atendimento de pacientes com AVC prontamente fez a identificação dos sintomas e diagnosticou a causa do problema: a oclusão de uma importante artéria do cérebro. Imediatamente, a paciente foi encaminhada ao serviço de Hemodinâmica do hospital para que o médico neurocirurgião, especialista em neurorradiologia intervencionista,  Luiz Pedro Willimann Rogério, pudesse realizar o procedimento. “Oclusões de artérias importantes do cérebro causam AVCs graves que podem levar a sequelas incapacitantes ou mesmo à morte. Nesta paciente em questão, felizmente, conseguimos evitar este desfecho com um tratamento minimamente invasivo que é a trombectomia e, além disso, foi possível reverter os déficits neurológicos. "A paciente recuperou a força motora, ficando sem sequelas importantes", explica o neurocirurgião.

O procedimento foi realizado rapidamente. Toda cirurgia consistiu em acessar a artéria cerebral obstruída, no caso a artéria Cerebral Média que tem a função de nutrir quase metade do cérebro humano. Através de técnicas endovasculares, foi retirado o cóagulo de dentro da artéria e o fluxo de sangue para o cérebro foi restituído. “O atendimento rápido, especializado, integrado e multiprofissional desde o acolhimento na emergência, passando pela realização dos exames até o paciente chegar na sala de hemodinâmica, foi fundamental para garantir o bom resultado que tivemos“ ressalta Dr. Luiz Pedro.

Após o procedimento, a paciente permaneceu internada recebendo cuidados médicos por mais 7 dias. Recebeu alta e segue em acompanhamento médico ambulatorial.