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Transporte coletivo de Criciúma volta ao centro do debate nesta sexta

Encontro ocorre às 8h30 na Coordenação dos Conselhos Municipais

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 17/04/2026 - 07:01 Atualizado há 1 hora
Empresas dizem que subsídio atual não cobre os custos do sistema I Foto: Thiago Hockmüller/4oito
Empresas dizem que subsídio atual não cobre os custos do sistema I Foto: Thiago Hockmüller/4oito

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O Consórcio CriBus convocou uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Trânsito Consultivo (CMT) para tratar novamente da revisão dos contratos de concessão do transporte coletivo urbano de Criciúma e do desequilíbrio financeiro do sistema.

O encontro será realizado nesta sexta-feira (17), às 8h30, na Sala de Reuniões da Coordenação dos Conselhos Municipais e na pauta estão a abertura e verificação de quórum, resposta da agência reguladora Agir e assuntos gerais.

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Sistema pode ter déficit de até R$ 30 milhões

O transporte coletivo de Criciúma segue em debate após a constatação de um possível desequilíbrio financeiro que pode chegar a R$ 30 milhões. O tema já havia sido discutido em reunião no dia 7 de abril entre o Conselho Municipal de Transporte, empresas operadoras e a Agência Reguladora (Agir), mas terminou sem encaminhamentos práticos.

O consultor da Cribus, Ronaldo Gilberto de Oliveira, afirma que as empresas operam com déficit e enfrentam dificuldades para manter o serviço nos moldes atuais. A saída apresentada pelo setor seria o aumento do subsídio mensal pago pela Prefeitura, em troca da manutenção da tarifa congelada.

“Para que o sistema opere sem déficit, seriam necessários R$ 1,5 milhão em subsídios por mês. Atualmente, as empresas recebem R$ 500 mil”, afirmou o consultor.

Reunião às 08h30 na Coordenação dos Conselhos Municipais I Foto: Arquivo/4oito

Tarifa foi mantida sem reajuste

Em fevereiro, o prefeito Vaguinho Espíndola anunciou que o valor da passagem não teria reajuste em 2026, nem mesmo pela inflação. A tarifa foi mantida em R$ 5,25, com base em parecer técnico da Agência Reguladora (Agir).

A decisão mantém Criciúma entre os municípios com tarifas mais baixas, mas amplia a discussão sobre o equilíbrio financeiro do sistema.

Prefeitura nega dívida com empresas

Em nota divulgada na quarta-feira (8), a Prefeitura de Criciúma informou que não há registro de dívida com as empresas do transporte coletivo referente ao contrato vigente.

O município afirma que os repasses estão em dia e que a remuneração segue o que está previsto em contrato, com validação da agência reguladora. A administração também aguarda um parecer técnico detalhado da Agir, solicitado pelo Conselho, para analisar as alegações do consórcio.

Município afirma que repasses seguem conforme contrato vigente I Foto: Arquivo/4oito

Conselho aguarda dados da agência reguladora

O presidente do Conselho Municipal de Transporte, Eduardo Topanotti, afirma que os números apresentados até o momento partem do consórcio e ainda precisam ser confirmados pela Agência Reguladora (Agir). A previsão é de que os dados sejam apresentados em até cinco dias. Uma nova reunião do Conselho está prevista para o início de maio.

“Foi solicitado que a agência apresente o detalhamento financeiro dos três anos de concessão. Somente após essa análise será possível discutir encaminhamentos concretos”, disse.

Queda no número de passageiros pressiona sistema

Outro fator que agrava o cenário é a queda na demanda de usuários, que estaria cerca de 30% abaixo do previsto em contrato. A redução impacta diretamente a arrecadação do sistema e amplia o desequilíbrio financeiro.

“Se esses números se confirmarem, a situação é preocupante. Precisamos cruzar essas informações para entender o cenário real”, concluiu Topanotti.

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