Uma torção no pé durante o expediente de trabalho mudou completamente a vida da criciumense Aline Araújo de Oliveira, de 36 anos. O que parecia ser uma lesão sem gravidade evoluiu para uma infecção severa, que resultou em choque séptico, nove cirurgias, semanas de internação e, por fim, na amputação de parte da perna esquerda.
Agora, ela tenta reconstruir a rotina e conta com uma campanha solidária para adquirir uma prótese e dar continuidade ao tratamento.
A meta da arrecadação é de R$ 40 mil, valor que contempla principalmente a compra da prótese, além de despesas com deslocamentos, hospedagem e acompanhamento médico em Porto Alegre, onde será realizado o processo de adaptação ao equipamento.
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Segundo Aline, cerca de R$ 10 mil já foram arrecadados, mas parte do valor vem sendo utilizada para custear medicamentos e outras despesas decorrentes da recuperação. O pedido de auxílio-doença junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda está em análise.
Problema começou com uma torção
Aline conta que o problema teve início em 17 de abril deste ano, quando pisou em falso ao descer uma escada no trabalho. A princípio, acreditou que havia sofrido apenas uma torção.
Dois dias depois, sem conseguir apoiar o pé no chão devido à dor intensa, procurou atendimento médico. Após realizar um exame de raio-X, recebeu um gesso, medicação para aliviar a dor e foi liberada.
Nos dias seguintes, porém, o quadro piorou. Além do aumento da dor, surgiram bolhas no pé. Ela retornou ao hospital, teve o gesso retirado para avaliação, mas um novo foi colocado, já que havia uma consulta com um ortopedista agendada para os dias seguintes.
Na quarta-feira da mesma semana, diante da intensidade da dor, retirou o gesso em casa. Ao fazer isso, percebeu que o pé estava muito inchado, quente e apresentava grandes bolhas escuras na região do tornozelo. Ela voltou ao hospital, realizou uma tomografia e, segundo relata, recebeu alta após a tentativa de contato da equipe médica com um ortopedista.
Estado de saúde se agravou rapidamente
Naquela mesma noite, o quadro clínico piorou de forma significativa. Aline passou a apresentar delírios, confusão mental e alucinações. Dois dias depois, durante consulta com um ortopedista, foi internada imediatamente.
Os exames apontaram que ela estava em choque séptico, condição provocada por uma infecção generalizada. A infecção já comprometia o funcionamento dos rins e as alterações neurológicas eram consequência da sepse. Ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em estado grave.
Nove cirurgias e amputação
Durante a internação, os médicos identificaram a presença de uma bactéria rara e de rápida evolução, conhecida popularmente como "bactéria comedora de carne", responsável por provocar necrose dos tecidos.
Ao longo de aproximadamente três semanas, Aline foi submetida a nove cirurgias para retirada das áreas afetadas pela infecção. Segundo ela, durante o período de internação também contraiu duas bactérias hospitalares resistentes aos antibióticos, o que tornou o tratamento ainda mais complexo.
Diante da evolução do quadro e para conter a infecção, os médicos realizaram, em 18 de maio, a amputação de parte da perna.
Campanha busca ajudar na recuperação
Agora em processo de reabilitação, Aline busca recursos para voltar a caminhar. De acordo com ela, a prótese indicada para o seu caso custa cerca de R$ 39 mil. Como o equipamento será confeccionado e adaptado em Porto Alegre, também será necessário custear viagens, hospedagem e consultas durante o tratamento.
Por isso, familiares e amigos organizaram uma campanha solidária com meta de R$ 40 mil.
Quem desejar contribuir pode fazer uma doação via Pix, utilizando a chave (48) 99953-4045, ou colaborar por meio da Vakinha online criada para auxiliar na recuperação da moradora de Criciúma.
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