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Tigre: Segundo advogado, novo presidente não pode ser eleito em 2020

Antônio Sérgio Fernandes diz que eleição só pode ocorrer após atual diretoria deixar os cargos
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 30/11/2020 - 17:38Atualizado em 30/11/2020 - 17:39
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após a oficialização da renúncia do presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra, do vice-presidente de Finanças, Valcir Mantovani e do vice-presidente de Patrimônio, Vilmar Casagrande no dia 31 de dezembro. Devido a isso, o Conselho Deliberativo convocou eleição para o próximo dia 8 de dezembro, porém, conforme o advogado desportivo, Antônio Sérgio Fernandes, a eleição só pode ocorrer enquanto eles ainda estiverem no cargo. “Trapalhadas feitas pela diretoria do Conselho Deliberativo. Basta uma leitura com calma, tranquila e serena no estatuto que está tudo ali escrito. É questão de interpretação. Se existiu uma renúncia do vice-presidente administrativo, o clube, a partir da data da renúncia, convocaria uma eleição para substituir o vice que renunciou e o problema estaria resolvido”, salientou em entrevista ao Programa Som Maior Esportes, da Rádio Som Maior.

O vice-administrativo era Alexandre Farias. “O problema todo está na falta de competência, ou de vontade da mesa do Conselho assumir as rédeas do clube já que, segundo entrevista dos próprios membros da mesa, houve uma renúncia, coletiva do presidente, vice-financeiro e vice de patrimônio, só que uma renúncia com aviso prévio, uma renúncia vai ser efetivada a partir do dia 1º de janeiro. Então é uma trapalhada muito grande. A mesa do Conselho deveria suspender pelo menos esta parte do edital que fala da eleição, é evidente, aprovar os demais itens e pensar, interpretar o estatuto e dar legalidade a todo este movimento. Inventaram até aviso prévio em renúncia. Na minha maneira de ver e do grupo de advogados desportivos, o que deveria ser feito é convocar uma eleição para substituir o vice-administrativo. Como vai fazer eleição se os caras ainda estão no cargo? ”, enfatizou.

Fernandes ainda pede atenção com relação ao rompimento com a GA. “O que mais me preocupa é o destrato com a GA, se o Criciúma não fizer uma coisa bem feita, elaborada, vai assumir um passivo que talvez nem o patrimônio do clube dê conta de resolver depois. A omissão da mesa do conselho está aí o resultado dentro e fora de campo”, finalizou.