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Roberto Cavalo elogia trabalho de Baier, mas quer reação no comando do Oeste

Técnico do clube paulista, adversário do Tigre no próximo sábado, falou por telefone no Som Maior Esportes desta quinta-feira
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma, SC, 17/06/2021 - 16:33Atualizado em 17/06/2021 - 16:35
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

O jogo deste sábado, 19, entre Oeste e Criciúma coloca frente a frente duas figuras marcantes no Tigre: Roberto Cavalo x Paulo Baier, dois ex-jogadores que se destacaram no campo com a camisa do Tigre, em épocas diferentes, agora protagonizam um duelo de técnicos na Arena Barueri.

Cavalo quer recuperar a boa fase do Oeste, dono da melhor campanha da primeira fase da Série A2 do Paulista, mas que acabou eliminado nos pênaltis na semifinal, perdeu a chance do acesso e agora amarga uma sequência de três partidas sem vencer na Série C, sendo o oitavo colocado, com apenas um ponto, no Grupo B.

"Eu torço muito para o Criciúma, mas nesse jogo o torcedor criciumense me desculpe, vou fazer de tudo para dar uma reagida. O Paulo Baier está bem, não perdeu nenhuma e eu já perdi duas, agora tenho que buscar uma vitória", disse Cavalo em entrevista ao Som Maior Esportes desta quinta-feira.

De longe, Cavalo acompanha como pode o Tigre. "Senti muito quando caiu (no Catarinense), agora começou muito bem o Paulo Baier. Eu vi ele falando que o time tem que ter raça, rasgar camisa e sujar o calção, isso motivou muito o grupo. É isso aí, aquele time de 91 não tinha nenhum Pelé, eram todos iguais, mas era pegada e o time mordia muito. Isso está na história do Criciúma", argumentou o técnico do Oeste. 

"O Paulo Baier arrumou o Criciúma, faz um bom trabalho com a equipe toda. O Tigre vem na crescente e vai ser muito difícil para nós no sábado, até porque temos alguns desfalques", completou.

Em campo, Cavalo foi campeão da Copa do Brasil com o Criciúma em 1991; Paulo Baier foi campeão da Série B em 2002, na época ainda atuando como lateral-direito. Na carreira, os dois destacaram-se como bons batedores de falta. Na avaliação do técnico do Oeste, o hoje técnico do Tigre levava vantagem no quesito.

"O Paulo Baier tinha mais qualidade, perfeição. No clube que ele passou, ele foi decisivo. Eu tive meia dúzia de gol de falta no Criciúma, em Libertadores, Copa do Brasil, Catarinense e Brasileirão, mas no Vitória eu tenho um troféu que ganhei porque em 12 jogos eu fiz nove gols de falta, na época o recorde era do Nelinho. Ficou nisso", disse Cavalo. 

Segundo o técnico do Oeste, a qualidade de Baier na bola parada é difícil de encontrar hoje em dia. "O Paulo Baier onde passou fez gol de falta. Era uma qualidade que hoje eu acho que não tem no Brasil, nem na Seleção, eu não tenho no Oeste e nem o Baier deve ter aí no Criciúma", apontou; mas sem falsa modéstia, relembrou a boa campanha no Vitória. "Teve um dia que a gente tava perdendo e mandaram eu bater tiro de meta para empatar o jogo", brincou Cavalo.