O protesto do vereador Miri Dagostin (PP), que utilizou espigas de milho para cobrar recursos prometidos pelo Governo de Santa Catarina, gerou embate entre parlamentares. Em resposta às críticas, o vereador Toninho da Figueira (PL) defendeu a atuação do governo estadual e classificou as declarações como discurso político.
Durante a sessão, Miri afirmou que as espigas simbolizavam cerca de R$ 1 milhão em recursos prometidos ao município que ainda não foram convertidos em investimentos. Entre as demandas citadas estão a pavimentação das rua Pedro Librelato Pavei, incluída no programa Estrada Boa, além da construção de elevados, unidades de saúde e 43 moradias destinadas a famílias que vivem em áreas de risco.
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Vereador afirma estar preocupado com as obras que não sairam do papel
Em entrevista à Som Maior e ao 4oito, Miri afirmou que acompanha os anúncios feitos pelo Governo do Estado desde o início da gestão. "Estamos muito preocupados, principalmente com situações como os elevados que não saíram do papel, especialmente o de São Cristóvão, além das obras nas ruas Pedro Librelato Pavei e José Martinho Teixeira, onde fica o Case", afirmou.
O vereador também reconheceu que parte dos investimentos foi destinada ao município, mas defendeu que o Legislativo continue cobrando as promessas ainda não cumpridas. "Também é verdade que vários recursos chegaram e precisamos reconhecer isso. Mas também precisamos cobrar aquilo que foi prometido e ainda não chegou ao nosso município", declarou.
Toninho afirma que protesto é discurso político
Em resposta, o vereador Toninho da Figueira afirmou que sua prioridade é defender os interesses da população, mas também o trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado. "Ninguém fala disso, ninguém mostra isso; só não vê quem não quer, porque isso é discurso político", disse.
Toninho classificou as críticas como discurso político. "O vereador Miri usou a tribuna para atacar o Governo do Estado, sendo que o governo estadual investiu mais de R$ 300 milhões aqui em nosso município. As pessoas precisam entender bem: é um momento de questões políticas", afirmou.
O debate ocorreu durante a sessão da Câmara de Vereadores e evidenciou o embate entre situação e oposição em relação aos investimentos estaduais destinados a Criciúma.
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