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Presidente da Alesc prega união para superar crise da Covid-19

Deputado Julio Garcia citou que a dificuldade está colocada para toda uma geração
Redação
Por Redação Florianópolis, SC, 22/05/2020 - 23:08
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia (PSD), pregou, nesta quinta-feira, 21, união total de esforços para superar as crises de saúde, econômica e social que atingem Santa Catarina e o Brasil. “Essa é uma crise de toda uma geração, nunca vista em tempos modernos e por isso precisamos, acima de tudo, e o que eu prego, é a nossa união. Só vamos conseguir superar essa crise se estivermos unidos, buscando a solução para os problemas”, declarou o presidente, via videoconferência, a deputados, senadores, ministros, prefeitos e representantes do setor calçadista de São João Batista.

Para Julio Garcia, Santa Catarina vem enfrentando bem a crise da saúde, mas o mesmo não ocorre com relação à economia. “Acho que precisa haver uma reação mais forte por parte das autoridades – e eu me ponho entre elas – no sentido de evitar que, ao final da pandemia, nós tenhamos uma crise econômica insuportável e quase insuperável”, avaliou.

Segundo o presidente do Legislativo estadual, também é preciso olhar para as necessidades da população mais vulnerável. “Temos que cuidar também da crise social, que é para atender aqueles que mais precisam. O governo federal fez a sua parte, se não integralmente, mas, de alguma forma, colaborou. Acho que o governo do Estado também precisa contribuir nesta direção”, afirmou Garcia.

Polo calçadista

O encontro presencial e virtual no quarto maior polo calçadista do Brasil foi promovido pelo Fórum Parlamentar Catarinense (FPC), colegiado que reúne os 16 deputados federais e três senadores catarinenses. O objetivo da reunião foi debater saídas para a crise após a suspensão das atividades causada pela pandemia.

“São João Batista representa exatamente a pauta da reunião, que é o impacto do coronavírus na nossa economia. Até há dois dias, não havia nenhum caso positivo no município, e os impactos na economia eram extremamente relevantes, com mais de 2,5 mil demissões e prejuízos enormes”, explicou o coordenador do FPC, deputado Daniel Freitas (PSL).

Manutenção de empregos

O deputado estadual Altair Silva (PP), que é da região de São João Batista, representou presencialmente a Assembleia Legislativa no encontro. O parlamentar alertou para a necessidade de alternativas – como linhas de crédito e fundos de aval do governo federal – para manter os empregos e as empresas.

“Isso é fundamental para que os empresários possam captar recursos para poder sobreviver ao longo deste período de baixa nas vendas para, em contrapartida, poder manter os empregos e, com isso, fazer a retomada tão logo passe a pandemia”, disse Altair. “Estamos todos no mesmo barco e precisamos estar unidos”, completou.

Governador e vice participam

O governador Carlos Moisés e a vice-governadora Daniela Reinehr também participaram do encontro. Ele, via internet, e ela, presencialmente. Moisés defendeu alinhamento entre as esferas federal, estadual e municipais para enfrentamento da crise.

O governador avaliou que medidas como o isolamento social decretado já em março deram a Santa Catarina situação privilegiada no combate aos efeitos econômicos do coronavírus. “Foi uma solução isolada, muito criticada, mas nosso Estado vai ser o primeiro a sair da crise”, apostou.

A vice-governadora também pregou união para combater a Covid-19. “Acredito que só vamos conseguir sair dessa crise gigante, talvez sem precedentes, em que Santa Catarina e o Brasil se encontram, se unirmos esforços de todos os setores da sociedade, dos representantes dos catarinenses e do governo do Estado”, disse Daniela.

Ministérios listam ações

Três representantes do governo federal participaram via teleconferência para falar das ações de cada pasta no combate à pandemia: o ministro da Educação, Abraham Weintraub; o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco Guarani; e o diretor de Programa na Secretaria-executiva da Saúde, tenente-coronel Jorge Luiz Kormann.

Kormann listou verbas liberadas tanto para gastos de rotina quanto para combater o coronavírus e revelou que o Ministério da Saúde vem utilizando ferramentas para facilitar as tomadas de decisão. Mas cobrou a atualização periódica de informações de hospitais para ajudar na destinação de recursos para compra de insumos e respiradores. O diretor também elogiou os estados da região Sul. “Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina fizeram o dever de casa e estão bem preparados para esse enfrentamento”, disse.

Weintraub também relacionou os programas executados e os recursos liberados e destacou que ações como a distribuição de merenda escolar e de verbas para aquisição de materiais de higiene e limpeza das escolas foram mantidas. O ministro defendeu a volta das aulas presenciais nos locais menos afetados pela pandemia.

O último a falar foi o secretário-executivo do Ministério da Economia. Marcelo Guarani explicou que o ministério estabeleceu três focos de ação. O primeiro foi o amparo aos vulneráveis, com identificação de quem era “invisível” aos programas governamentais e distribuição do auxílio emergencial.

Em seguida, a manutenção dos empregos, que incluiu a flexibilização das leis trabalhistas, complementação pelo governo de quem teve o salário reduzido e concessão de crédito para folha de pagamento.

Por fim, o combate à pandemia, com recursos para hospitais e compras de equipamentos, medicamentos e respiradores e liberação de recursos para estados e municípios para atender emergencialmente a população e os empresários. “Esse é o contingente de coisas que temos adotado e agora estamos monitorando e discutindo com o congresso medidas importantes para que estados e municípios recebam novos recursos”, finalizou.