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Prefeitura busca uma administradora para o Abrigo Florescer

Com a lotação da Nossa Casa e do Lar Azul, um novo espaço precisou ser criado
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 17/01/2020 - 18:35
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Abrigo Florescer já está funcionando desde novembro, devido a superlotação do Lar Azul e da Nossa Casa. Conforme o secretário de Assistência Social de Criciúma, Paulo César Bitencourt, foram feitas diversas tentativas de contratações de vagas em outros locais, mas como não encontraram, foi aberto um novo ambiente.

“O município fez buscas em outras cidades, para ver se comprava novas vagas e verificamos que nenhuma entidade tinha vaga para ceder, alguns eram consórcios municipais, mas sem vagas. O mais próximo que encontramos foi em Florianópolis, mas o judiciário disse que não era recomendado, porque existe a tentativa de aproximação com os pais e parentes próximos, então não teve outro jeito”, explicou o secretário.

Cada um dos abrigos de menores pode ter no máximo 20 jovens, número que já havia sido atingido nos existentes, o Poder Judiciário até aceitou, por algum tempo, que mais crianças fossem levadas para a Nossa Casa, mas já não era mais possível esperar. Na maioria dos casos, os pequenos só vão para lá depois de uma decisão da Vara da Infância, o Conselho Tutelar também poderá fazer alguma internação em casos específicos.

“Depois que o juiz determina que não há mais possibilidade de aproximação com os pais, as crianças são liberadas para adoção e sabemos que as mais novas têm um acesso mais rápido, tem mais pessoas interessadas em adotar. Mas, nós temos também la adolescentes, de 15 anos”, contou o secretário de Assistência Social.

E se não forem adotados, podem ficar por lá até completarem 18 anos. Conforme Bitencourt, eles recebem qualificações, para que seja mais fácil a conquista de um emprego que possa mudar a realidade, mas até a maioridade, a guarda é uma responsabilidade da prefeitura.

Qual o investimento no novo abrigo?

“Esse abrigo novo, temos um chamamento público para a terceirização dele, para que alguma entidade se interesse por tocar ele. O município vai pagar dois salários-mínimos para crianças acolhidas, o município vai ainda pagar as despesas com telefone e o aluguel da casa. Por enquanto temos oito profissionais educadoras, assistente social, psicóloga e coordenadora, tudo isso fizemos um remanejamento do social”, disse.

E o local onde fica o Abrigo Florescer passou por uma obra rápida, para permitir os acolhimentos. “Tivemos que achar um local e humanizar, deixando com a cara das crianças, com a estrutura adequada, o judiciário foi até o local, a assistente social foi até lá, bateu fotos e aprovou, já ao ponto de mandar crianças para esse abrigo. Esse abrigo já tem 13 crianças”, concluiu.