Mais de R$ 1 bilhão em investimentos estão previstos para o Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, até 2030. O maior projeto em andamento é a obra de reforço, recuperação e ampliação do Cais 3, de cerca de R$ 95 milhões, que deve ficar pronta em maio de 2027. O local será preparado para receber navios panamax e um sistema mecanizado de carregamento de granéis, capaz de triplicar a movimentação do berço, segundo a Autoridade Portuária.
O pacote reúne recursos públicos e privados e inclui obras de infraestrutura terrestre e marítima, renovação de contratos de arrendamento e o leilão de dois terminais. Os números aparecem justamente quando o complexo completa 140 anos de história.
“Chegar aos 140 anos vivendo um dos maiores ciclos de investimentos da história do Porto de Imbituba demonstra que estamos construindo um futuro sólido para o Complexo Portuário. A carteira superior a R$ 1 bilhão reúne iniciativas que ampliam nossa capacidade operacional, modernizam a infraestrutura, fortalecem a segurança e impulsionam a inovação”, afirma o diretor-presidente, Christiano Lopes.
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Cais ganha mais profundidade e capacidade
O aprofundamento do Cais 3 também deve ser concluído em 2027. Hoje com 12 metros, o berço passará a ter a mesma profundidade dos demais, de 15 metros.
Nos Cais 1 e 2, a entrega da derrocagem e do novo dolfim ampliou a capacidade dos berços, que são contínuos e agora podem atender até três navios de médio e grande porte ao mesmo tempo, com maior frequência.
Para proteger a estrutura marítima, está prestes a começar a obra de recuperação e reforço estrutural do molhe de abrigo, com conclusão prevista para janeiro de 2028. A intenção é dar mais segurança à navegação e às operações portuárias.
Estrutura terrestre e tecnologia
No primeiro semestre, o porto entregou a nova área de manutenção de equipamentos, a pavimentação do novo pátio de carga geral e a reforma do posto da Receita Federal. Seguem em implantação três novas balanças rodoviárias e a reforma das portarias, enquanto as operações continuam normalmente.
A modernização inclui ainda a transformação digital. O porto conta com um Data Center de padrão internacional e implantou recentemente o sistema de leitura automática de placas (OCR) e a dupla checagem, com reconhecimento facial, no acesso de trabalhadores à área alfandegada. Fora da área portuária, foram autorizados investimentos na requalificação dos acessos terrestres, com recursos da Autoridade Portuária, para harmonizar o fluxo do porto com o trânsito local.
Iniciativa privada e leilões
Parte dos investimentos virá de empresas. A renovação dos contratos dos terminais TFGA (fertilizantes e granéis agrícolas), operado pela Fertisanta, e TIEGS (granéis sólidos minerais), da CRB-Votorantim, soma mais de R$ 330 milhões em contrapartidas, para esteiras, novos armazéns e outras melhorias.
Um novo cais, no lado oposto do Cais 2, também será viabilizado pela iniciativa privada. O projeto, tratado como futuro “Cais 4”, está em fase final de consulta pública.
Nos próximos dois anos, a Autoridade Portuária prepara ainda os leilões dos terminais IMB06 (granéis minerais) e IMB11 (granéis vegetais). Os contratos de longo prazo devem render mais de R$ 230 milhões para a qualificação da área portuária.
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