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Para ser bom chef: "tem que ter inteligência e muita força", aponta Fogaça

Jurado do Masterchef falou sobre a rotina da profissão e fez questão de chamar atenção à determinação para o sucesso
Por Heitor Araujo Nova Veneza - SC, 24/08/2019 - 19:01
Foto: Maykol Cardoso / Tudo eh Festa
Foto: Maykol Cardoso / Tudo eh Festa

Como a maioria das profissões retratadas no cinema e, às vezes, até na mídia, ser chef de cozinha não é tão romântico quanto parece. Carregar panela, se cortar, se queimar e até fazer contas. Essas são algumas das tarefas elencadas por Henrique Fogaça, em conversa com estudantes de gastronomia e chefs de restaurantes da região, em Nova Veneza.

Longe de querer afastar novos talentos, Fogaça fez questão de chamar a atenção para os desafios, principalmente, que os estudantes terão pela frente. “Quer ser chef? Uma dica: vai fazer um estágio, vai num restaurante, passa um mês, dois meses. Várias pessoas foram no Sal (restaurante em que Fogaça é chef) e pediam um estágio. A pessoa vai, fica uma semana, depois não aparece mais. Por quê? Na cozinha, enquanto tá todo mundo se divertindo, comendo num sábado à noite, você tá na cozinha. Se queimando, se cortando, ouvindo grito do chefe, depois vai ter que lavar a cozinha e recolher lixo. Não é uma profissão glamorosa, como é na televisão”

Fogaça relembrou um pouco da própria trajetória e destacou a força de vontade para ser bem sucedido na profissão. “Basta determinação. Isso é muito importante. Para quem começou lá atrás, saindo com a lancheirinha e oferecendo na loja de conveniência, hoje eu sou muito feliz com o que eu conquistei e com o que ainda tenho a conquistar.  E o cuidado que eu tenho que ter pra manter. Não é fácil ter restaurante, não é fácil empreender. Não é ‘ah, tenho uma grana vou abrir um restaurante’. Tem que ser minucioso, desde as compras, até o atendimento e os equipamentos”, apontou.

E quais as características tem que ter um chef, além, é claro, de cozinhar bem? “Tem que ter muita inteligência, muita força. Tem que carregar panela de, sei lá, 90 quilos. Qum trabalha no forno, tem que ser bom em matemática. Quando o restaurante tá lotado, entra um monte de comanda. Tem o filé mignon, mal passado são seis minutos, ao ponto são oito, bem passado são 10. Aí tem o peixe, o galeto, a vitela, uma série de proteínas que são finalizadas no forno. Entra 10 comandas, o cara tem que ter o controle à risca. Vários pratos saindo ao mesmo tempo, com tempos diferentes de preparação”, finalizou Fogaça.

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