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Para Izidro, é preciso reconhecer o esforço de Dal Farra

Robson izidro assumiu a presidência do Criciúma em 2010, e destaca erros e acertos de Jaime
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 15/05/2020 - 14:13Atualizado em 15/05/2020 - 14:18
Foto: arquivo / 4oito
Foto: arquivo / 4oito

O presidente do Criciúma Esporte Clube, Jaime Dal Farra, anunciou na noite desta quinta-feira, 15, a sua saída do Tigre. Apesar de continuar no time até o fim de 2020, Dal Farra fez o que não era feito no Criciúma há uma década: renunciou o cargo presidencial. Em 2010, após saída de Edson Búrigo Cascão, Robson Izidro assumiu a presidência do clube na transição à Antenor Angeloni, e afirma que temos que agradecer a Dal Farra.

“Temos que agradecê-lo por aquilo que ele fez desde 2015. Ele assumiu quando o clube estava à beira de cair para a série C. Com a entrada dele, em outubro daquele ano, o time começou a dar uma guinada e ele se fortaleceu na questão estrutural do clube”, destacou.

Robson chegou a participar da gestão de Jaime no Criciúma ainda no ano de 2018, mas acabou deixando o clube por algumas diferenças com o então presidente. “Ele tem uma forma de administrar um pouco individualista, e isso acabou o comprometendo. Ao longo dos anos, se observar, ele procurou fazer aquilo que foi pedido à ele por parte da imprensa e torcida para que o time crescesse. Mas aos poucos ele foi se isolando pela forma de gestão”, ressaltou.

O ex-presidente do Tigre destacou a paixão que Dal Farra tinha, e ainda tem, pelo time. “Presenciei ele chorando muitas vezes, por conta dos maus resultados que o clube obtinha”, disse. Além disso, Robson ressalta algumas decisões precipitadas por parte de Jaime, as quais também culminaram em sua renúncia. “Acredito que ele foi cercado por muitos empresários paraquedistas que acabaram o convencendo de tomadas decisões erradas” declarou.

Futuro do Tigre

Com a renúncia de Dal Farra em meio a uma crise causada pelo novo coronavírus, muitas são as incertezas em relação ao TIgre. Izidro destaca que é preciso é preciso que o clube seja formado por uma gestão séria formada por quem entende e aprecia o time - e não por empresários de fora.

“Nós temos em Criciúma um grupo de pessoas que é aficcionado pelo clube, e temos bastante dinheiro na cidade. Ao mesmo tempo, o Tigre tem condições de ser saudável financeiramente. Acredito que se reuníssemos em torno de 10 empresários com uma gestão profissional, não precisaríamos estar loteando o clube e tampouco o vendedor para empresários de fora”, ressaltou.
 

Tags: criciuma tigre