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Os violões e as músicas que incluem no Diomício Freitas (VÍDEO)

Os exemplos de Luís Felipe e muitos outros, que aprendem e se superam nas aulas do professor Bruno
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 22/03/2022 - 13:25
Luís Felipe, o ajudante do professor Bruno e empolgado com a música no Diomício Freitas / Fotos e Vídeo: Denis Luciano / 4oito
Luís Felipe, o ajudante do professor Bruno e empolgado com a música no Diomício Freitas / Fotos e Vídeo: Denis Luciano / 4oito

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Que a música ajuda a vencer barreiras, isso é fato. O Instituto Diomício Freitas, espaço que abriga jovens e adultos com deficiências intelectuais em Criciúma, leva isso bem a sério e oferece a "Oficina de Música Ser Musical, violão como instrumento de inclusão". O responsável pela oficina, Bruno Neto, contou a experiência no programa Ponto a Ponto desta segunda-feira (21) na Rádio Som Maior.

"Essa oficina surgiu a partir de um projeto, de um edital da Fundação Cultural, eu tive a ideia de fazer essa oficina voltada a jovens e adultos com deficiência intelectual", contou Bruno, que tem 12 anos de experiência profissional com a música. "O Diomício Freitas trabalha há mais de 35 anos em Criciúma, é um trabalho muito bonito de inclusão social desses jovens, a ideia foi levar uma oficina de música, eles tem uma salinha com violões. Eu fui lá e fiquei triste de ver os instrumentos parados, foi uma das motivações para fazer essa oficina", detalhou.

Com Bruno, estava Luís Felipe Brocca de Souza. Ex-aluno do próprio Diomício Freitas, hoje ele é ajudante nas aulas. "Eu sou meio lento para escrever", reconheceu Luís, quando questionado sobre a deficiência com a qual lida. ""Com a música eu consigo ser mais rápido", orgulhou-se. "Ele é um ótimo aluno pois gosta muito", definiu Bruno. "O que manda com o violão é ter vontade, é treinar, e ele tem muita disposição. Ele tem uma dificuldade a mais, um nível de TDH que dificulta o aprendizado, mas ele se supera", emendou o professor. "Às vezes eu sou meio preguiçoso para treinar", rebateu o jovem.

São cerca de 20 alunos do Diomício Freitas, de 17 a 40 anos, que participam das aulas recheadas de música. São estudantes das mais diferentes realidades e com deficiências diversas. "O projeto surgiu inicialmente como oficina de violão, mas daí surgiu o problema de não saber se a deficiência poderia impedir eles de tocar o violão. Então pensei em uma oficina de convívio, onde todos podem tocar, cantar, usar um instrumento de percussão. A gente faz a roda e toca música com eles", explicou Bruno.

Ouça a íntegra da entrevista no podcast do Ponto a Ponto:

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