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Os atravessadores que encarecem os gastos de Santa Catarina

Presidente da CPI acredita que irregularidades em compras não devem ficar restritas a respiradores
Por Marciano Bortolin Florianópolis, SC, 26/06/2020 - 15:47
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente da CPI dos Respiradores, deputado Sargento Lima (PSL), diz que, entre outros fatos, o que chama atenção nos depoimentos e documentos avaliados pela comissão é a quantidade de atravessadores pelos quais o processo de compra dos equipamentos passou. “Chegou ao total de oito pessoas envolvidas na venda destes respiradores e por cada uma que se passa tem que deixar uma porcentagem do valor, o que encarece para o Estado comprar. Você não consegue fazer uma negociação direta com uma empresa, ela tem que ser permeada por uma legião de aproveitadores”, salienta o parlamentar.

Ainda para ele, esta situação é recorrente e não particularidade do momento de pandemia. “Eu acredito que a idoneidade destas ações se agravam em um processo de pandemia onde as pessoas precisam de celeridade na entrega do equipamento. Acredito que em períodos de normalidade isso acontece também. Acredito que não é só no respirador. Acredito que na simples compra de um fardo de café pelo Estado, isso deve acontecer também. Transitar em um número exagerado de atravessadores que o encarece e fere o bolso do contribuinte porque o produto chega a custar, três, quatro vezes mais”, enfatiza.

O deputado ainda chama a atenção para o esquema formado no país, que fica em torno do Estado à espera de uma oportunidade para ganhar dinheiro. Por meio de redes sociais, enfatiza Sargento Lima, eles ficam como mariposas em volta da luz para obter vantagens em processos de compras ou prestação de serviços. “Ficou clara a existência de um grupo muito bem organiza em todo o território nacional que vivem articulando na compra, prestação de serviços aos governos dos estados. Existe um cartel de vendedores. Fiquei impressionado com o número de atravessadores”, diz.

Ainda para ele, ficam claras as falhas no sistema de compras do Governo do Estado. “Sem querer antecipar o julgamento e o meu posicionamento sobre cada um dos depoimentos, o que ficou claro é que o sistema de compras do estado é comprometido, fica a critério de poucos operadores que possuem um número de senhas que muitas vezes não são os próprios donos das senhas que as utilizam, dando a certeza da fragilidade, tanto e frágil que nem mesmo os funcionários responsáveis diretamente por este sistema  conseguem explicar com clareza todo o trâmite da operação”, completa.

Tags: coronavírus