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Operações policiais prendem 29 prefeitos em Santa Catarina de 2020

Casos envolvem corrupção e fraudes em contratos públicos

Por Maryele Cardoso 11/01/2026 - 13:37 Atualizado há 3 horas
Levantamento mostra impacto das investigações nas prefeituras | Foto: imagem reproduzida com auxílio de IA/4oito
Levantamento mostra impacto das investigações nas prefeituras | Foto: imagem reproduzida com auxílio de IA/4oito

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Levantamento das operações policiais realizadas em Santa Catarina desde agosto de 2020 mostra que 29 prefeitos foram presos no período. O número representa 9,81% dos 295 municípios catarinenses e evidencia a dimensão das investigações que atingiram administrações municipais em diferentes regiões do estado.

A sequência de detenções envolve gestores de cidades pequenas e médias e está relacionada, em sua maioria, a apurações de corrupção, fraudes em licitações e irregularidades em contratos públicos. O caso mais recente ocorreu na quinta-feira (8), quando o prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento (PP), foi preso durante a operação Coleta Seletiva, que investiga suspeitas de fraude em contratos ligados à coleta de lixo.

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Desde a primeira prisão registrada no período, a do então prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini (MDB), na operação Et Pater Filium, o número de prefeitos detidos aumentou de forma significativa. Ao longo das investigações, houve desdobramentos distintos: alguns gestores foram afastados definitivamente do cargo, outros reassumiram após decisões judiciais e há casos de reeleição mesmo após a prisão, como o de Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí.

A maior parte das detenções ocorreu no âmbito da operação Mensageiro, que resultou na prisão de 17 prefeitos e revelou um esquema de corrupção envolvendo contratos de coleta de lixo em diversos municípios catarinenses.

Prisão de prefeitos expõe crise nas administrações municipais de SC | Foto: Gaeco/Polícia Civil/Divulgação

 

O levantamento também aponta que as prisões atingiram diferentes partidos políticos. O MDB concentra o maior número de casos, com oito prefeitos presos, seguido pelo PP, com seis, pelo PL, com cinco, e pelo PSD, com quatro. Outras legendas, como Republicanos, Podemos, PT, PSDB, Patriota e o antigo PSL, também aparecem na lista.

O cenário expõe a abrangência das operações policiais em Santa Catarina e o impacto direto das investigações sobre a gestão pública municipal ao longo dos últimos anos.

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