A construção do novo presídio de Araranguá deu um passo decisivo com a assinatura da ordem de serviço na última sexta-feira (9). A obra, considerada estratégica para o Sul de Santa Catarina, prevê a criação de 686 vagas e um investimento de cerca de R$ 54 milhões, com prazo estimado de até 31 meses para conclusão.
Segundo a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o novo presídio deve ser entregue em até dois anos e meio.
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Presídio de Araranguá terá início das obras nos próximos dias
“A assinatura da ordem de serviço é muito importante e bastante aguardada para Araranguá e toda a região Sul. Após isso, a empresa tem cinco dias úteis para iniciar os trabalhos”, afirmou a secretária, em entrevista à Rádio Som Maior.
A secretária explicou que a obra é necessária porque a atual unidade, construída em 1990, está com a estrutura de segurança defasada e interditada. “Hoje, o presídio tem capacidade para 244 presos, mas abriga cerca de 470. A realidade do sistema prisional mudou muito desde a época em que ele foi construído”, destacou.
Daniela lembrou ainda que havia uma ação civil pública sobre o tema e que a decisão do governador Jorginho Mello foi fundamental para tirar o projeto do papel.
O novo presídio será construído na mesma área do atual. Após a entrega, os detentos serão transferidos e a antiga estrutura será totalmente demolida. “Quando o presídio novo estiver pronto, fazemos a transferência e o presídio velho será desativado”, explicou a secretária.
Presídio moderno aposta em segurança e ressocialização
A unidade seguirá os padrões mais recentes da Polícia Penal de Santa Catarina, com foco em segurança e ressocialização. “É um presídio laboral, com áreas de trabalho e educação, além de um modelo de segurança que reduz o contato direto entre servidores e presos”, afirmou a representante da pasta.
A secretária também reforçou a importância do investimento no sistema prisional. “Segurança pública também se faz com o sistema prisional. Se o Estado prende, essas pessoas precisam ir para um local adequado, seguro e que promova a reintegração social”, disse.
Segundo ela, a ressocialização passa principalmente pela educação e pelo trabalho. “Hoje, 53% da população prisional está em atividades educacionais e cerca de 34% dos presos trabalham. A melhor forma de tirar alguém da criminalidade é oferecer capacitação e oportunidade de trabalho”, concluiu.
A expectativa agora é pelo início efetivo das obras e pela entrega de uma estrutura moderna, capaz de melhorar as condições do sistema prisional no Extremo Sul catarinense.
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