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“O Estado é gordo e ineficiente”, diz Doria

Em entrevista exclusiva, o atual prefeito de São Paulo falou da necessidade de um governo menor e sobre a possibilidade de vir a Criciúma no final do ano
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 23/08/2017 - 08:17Atualizado em 23/08/2017 - 08:19
(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Nesta quarta-feira (23) foi ao ar, no Programa Adelor Lessa, a entrevista exclusiva com o prefeito de São Paulo, João Doria. Esta foi a quarta entrevista da série Presidenciáveis. Na entrevista, Doria falou sobre sua possível candidatura e sobre o Partido dos Trabalhadores.

"Eu não me apresento como pré-candidato à presidência, sou apenas prefeito de São Paulo, mas me posiciono contra o PT, contra Dilma e contra Lula, que deixaram o Brasil neste desastre econômico”, disse.

Doria, falou ainda sobre as medidas que tomaria em relação à economia caso fosse eleito presidente. “Primeiro faria uma boa gestão, depois um Estado menor. O Estado é gordo e ineficiente. Deve-se diminuir o tamanho do Estado, fazer seu foco em saúde, habitação, educação e segurança pública. Assim evitamos corrupção e a possibilidade de um Estado morno, ineficiente e corrupto”, explicou.

Confira  a matéria completa depois do áudio

Sobre o PT

Para Doria, Dilma Rousseff foi uma continuação do que ele chama de “o desastre Lula”. “Um governo com o pior índice de desemprego do Brasil, fruto de uma gestão destruidora”.

O prefeito de São Paulo falou também o que diria a Lula em um possível debate nas Eleições 2018:

“O senhor não tem vergonha de ter enganado bilhões de brasileiros ao dizer que vindo da classe operária o senhor defenderia os trabalhadores, agiria com honestidade e defenderia o Brasil? O senhor promoveu a pior recessão econômica da história, a maior taxa de desemprego da história e a maior corrupção já vista no país. Isso não lhe traz vergonha?”

Na prefeitura de São Paulo

João Doria foi eleito prefeito de São Paulo nas Eleições 2016 com mais de 53% dos votos. Segundo ele, o principal foco de sua gestão é a saúde. A primeira medida foi o chamado “Corujão da Saúde”.  

“Zeramos uma fila, que o PT nos deixou de presente, em menos de três meses. Conveniamos 44 hospitais privados. Onde apenas os ricos frequentavam os pobres começaram a frequentar”, explicou.

Ainda segundo o prefeito de São Paulo, em sua gestão, cinco mil cirurgias de alta complexidade foram feitas em dois meses. “Normalmente as cirurgias eram feitas só pela manhã, mas tínhamos os horários vespertinos e noturnos vagos”, contou.

Na prefeitura de São Paulo, Doria lançou também o Programa Doutor Saúde, que disponibiliza exames preventivos para “desafogar” as unidades básicas de saúde. Com isso, mais de 16 mil pessoas foram atendidas. “É cinco vezes mais barato prevenir”, esclareceu.

Polêmica dos Projetos

Doria comentou a acusação de ser o prefeito de São Paulo que menos enviou projetos à Câmara de Vereadores em 32 anos.

“Nós não temos exagerado no envio porque temos uma boa bancada, a quem cabe legislar é o Poder Legislativo e não o Executivo. Quem faz as leis são deputados e vereadores que foram eleitos com essa finalidade”, justificou.

Sobre a possível candidatura a presidente da república

Durante a entrevista, Doria buscou deixar claro que não quer se intitular como candidato, mas em nenhum momento descartou a possibilidade. Ainda assim, falou sobre suas propostas em caso de candidatura, como a descentralização.

“Não é possível que as arrecadações de recursos dos municípios vão para Brasília e depois os prefeitos tem que ficar mendigando verbas”, declarou.

Outra medida proposta pelo presidenciável é um Estado mais digital e menos analógico. “O Brasil precisa incorporar mais tecnologias, as escolas deviam ensinar com tablets e não com quadro negros”, esclareceu.

As propostas incluem valorizar o emprego, estimular atividade empreendedora, proporcionar fontes de microcrédito e privatizar instituições públicas, como portos, para agilizar processos logísticos. Doria quer ainda valorizar o agronegócio.

“O agronegócio vem apresentando crescimento ano após ano, mesmo com o recesso o econômico. Quanto menos interferência do governo, mais o agronegócio cresce”, justificou.

Ainda sobre as eleições, o presidenciável falou sobre a possível escolha do PSDB entre ele e Geraldo Alckmin.

“Eu sempre respeitei e sempre vou o respeitar como governador do estado de São Paulo. Até o final de dezembro o partido terá a definição do seu candidato pro embate de 2018”, comunicou.

Aécio Neves

Doria falou também a respeito das investigações sobre o senador e presidente do PSDB nacional, Aécio Neves. “Sou favorável que Aécio possa fazer sua legítima defesa, mas ele teria mais tranquilidade se não fosse presidente do PSDB. O melhor seria fazê-lo não na condição de presidente”, alegou.

Reforma Política

Doria declarou que é contrário ao chamado "Distritão" e também ao fundo pra financiamento de eleições.

"Em relação ao novo fundo, eu considero inadequado sangrar mais R$ 3,6 bilhões dos cofres públicos. Não é uma boa ideia para investir em campanhas. Não será com um volume de investimento desses que vamos revigorar a econômica brasileira”, afirmou.

Vinda à Criciúma

Doria foi convidado pelo prefeito Clésio Salvaro (PSDB) para prestigiar a reinauguração do Paço Municipal Marcos Rovaris, que deve acontecer em dezembro em Criciúma. “Pretendo estar sim. Ainda não defini a data, mas é um convite muito honroso. Foram cinco convites em Santa Catarina. Provavelmente nos veremos em dezembro em Criciúma”.