A demolição dos antigos pavilhões da Cecrisa, em Criciúma, depende agora de um novo edital. A Prefeitura refez o processo e vai unificar em um único documento a venda do ferro e dos restos de material de uma área de mais de 60 mil m², comprada por cerca de R$ 10,5 milhões em 2023. Esses itens estavam dentro do leilão de sucatas e inservíveis do município. A expectativa é que o credenciamento das empresas interessadas comece ainda em outubro.
A mudança veio de uma determinação da Procuradoria, que orientou que os itens fossem tratados separadamente, como explica o prefeito de Criciúma Vagner Espíndola.
“Houve uma determinação da nossa procuradoria para que nós fizéssemos separados, não dentro desse próprio leilão. Então nós reencaminhamos agora”, destaca.
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Restos de sucatas serão retiradas
O primeiro passo é a demolição controlada, que exige a retirada de todo o ferro e do material acumulado no local. Se o serviço fosse feito pela Prefeitura, o gasto passaria de milhões de reais, e foi isso que levou à opção pelo leilão. “Se fôssemos nós, prefeitura, fazermos, estamos falando de custo aí de milhões de reais. Por isso que a gente decidiu fazer o leilão”, disse Vaguinho.
As empresas que ficarem com os materiais serão responsáveis pela retirada, sem custo ao município. “Foi esse edital que a gente agora está refazendo, fazendo ele de forma unificada. A gente imagina que já dentro do mês de outubro esteja credenciando as empresas para fazer a demolição”, afirmou.
Demolição deve ser concluída ainda neste ano
A Prefeitura acredita que será possível colocar tudo abaixo ainda em 2026. Só depois disso o masterplan do parque, desenvolvido pela Fiesc em parceria com universidades, deve sair do papel. “Aí sim a gente começa a desenhar o masterplan, para que a gente saia do papel”, disse o prefeito.
Duas grandes empresas já manifestaram interesse em construir seus prédios no local. A proposta é que os investimentos em tecnologia e inovação venham da iniciativa privada. “Existem já duas grandes empresas que têm interesse em fazer a construção dos seus prédios ali para daí sim a gente desenvolver a tecnologia, inovação, com investimentos naturalmente dentro da própria iniciativa privada”, afirmou Vaguinho.
Da compra do terreno ao novo edital
Os pavilhões pertenciam à Celesc e foram adquiridos pelo município em 2023, por cerca de R$ 10,5 milhões e ficaram por mais de 30 anos em desuso. Após dois anos de impasse, a transferência foi oficializada com a assinatura do termo de permissão de uso, que passou a área, até então do Governo do Estado, para a administração municipal. A proposta do Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci nasceu na gestão do ex-prefeito Clésio Salvaro.
A expectativa é de que o espaço atraia empresas de tecnologia e gere empregos com maior qualificação e renda no município.
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