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“Nós não impomos candidatura e nem dissemos que ela é irreversível”

Lançamento de pré-candidatura de Gelson Merisio aconteceu no último sábado
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 11/06/2018 - 09:37Atualizado em 11/06/2018 - 09:41

Gelson Merisio é oficialmente o pré-candidato ao Governo do Estado de Santa Catarina pelo PSD. O lançamento aconteceu no sábado em Chapecó em um evento representativo. Hoje, em entrevista ao Adelor Lessa, Merisio disse que ainda é preciso “respeitar o calendário” e reforçou que ainda faltam 60 dias para as convenções partidárias.

“É absolutamente natural que os partidos que fazem parte das coligações tenham pretensões, alguns para vice, outros para senado e há ainda o deputado Esperidião Amin, que gostaria de ser candidato a governador. Então temos que respeitar essas postulações, conversando com a sociedade, construindo uma proposta clara, transparente e que permita ao eleitor saber o que pensa o candidato e no momento oportuno consolidar algo que não depende só da vontade pessoal e nem do partido, mas da aliança construída que será respeitada”, disse.

Merisio não convidou o PSDB para o evento porque, segundo ele, não seria educado convidar um partido que já tem pré-candidato para o lançamento de uma pré-candidatura ao Governo do Estado. Entretanto, membros do PP estiveram no local e o partido tem como pré-candidato o deputado Esperidião Amin.

“A diferença é que o PSDB disse que em hipótese alguma abre mão da cabeça de chapa. O que é legitimo, é uma decisão deles. No entanto, ela fica incompatível com o diálogo como fez o PP e como nós fizemos. Nós não impomos candidatura e nem dissemos que ela é irreversível. Estou dizendo que ela pode fazer parte de um processo de diálogo e depois construindo uma aliança ampla e neste aliança há de se ter as duas possibilidades. Se você impõe uma candidatura, você automaticamente afasta quem também tem essa pretensão”, afirmou. O pré-candidato disse ainda que respeita a decisão do PSDB e gostaria de tê-lo junto ao PSD.

Desafios

Gelson Merisio falou que o maior desafio do próximo governador de Santa Catarina é mostrar o abismo que o processo público traz ao estado, além do rompimento do modelo administrativo atual.

“Se até aqui trouxemos o Estado para ser o melhor do Brasil em 40 dos 50 indicadores, no futuro isso não será mais permitido, não será suficiente. Mostrar isso, dar ao vencedor legitimidade para implementar na plenitude aquilo que pregou na campanha é o grande fato. Eu pretendo continuar fazendo o que faço agora. Os partidos políticos de Chapecó sabem que se ganharmos não terão cargos para indicar no governo. Mesmo assim estão conosco porque entendem que o momento é de rompimento”, disse.